São Paulo - O mercado de ações do Brasil fechou junho com a maior queda trimestral desde o início da pandemia de Covid-19. O tombo acompanha a baixa no exterior, mas também é agravado pelo cenário político doméstico, com o presidente Jair Bolsonaro (PL) buscando melhorar suas chances de reeleição por meio da ampliação de gastos públicos.
No encerramento deste mês, os olhos do mercado se voltaram para a discussão no Congresso sobre a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 1, apelidada PEC Kamikaze (leia à página 15).
Esse tipo de medida preocupa investidores, pois aumenta o endividamento e traz ameaças à execução futura do Orçamento. É o que se chama de risco fiscal.
Ao final do pregão desta quinta-feira (30), o indicador de referência da Bolsa de Valores brasileira caiu 1,08%, a 98.541 pontos. No fechamento do segundo trimestre de 2022, o Ibovespa afundou 17,88%. É pior resultado desde o mergulho de 36,86% apurado no encerramento do primeiro trimestre de 2020.
Com queda mensal de 11,5%, o Ibovespa também teve em junho o seu pior mês desde o tombo de 29,9% em março de 2020. No acumulado do primeiro semestre de 2022, a Bolsa caiu 5,99%.