É só a temperatura cair para bater aquela vontade de comer algo quentinho e gostoso. Isso não é coisa de gente gulosa: é normal sentir mais fome no frio. E a ciência explica esse fenômeno.
Para funcionar bem, o corpo deve estar em temperatura de aproximadamente 36,516ºC. Nos dias mais frios, o organismo precisa gastar mais energia para se manter aquecido. Como a nossa fonte energética é a alimentação, o cérebro manda o alerta para haver uma maior ingestão de comida. Como resultado, a fome aumenta.
"É correto dizer que o aumento da fome com as quedas de temperatura é um mecanismo adaptativo fisiológico, para promover fonte energética para produção de calor", afirma o endocrinologista Antônio Carlos do Nascimento.
Mas sentir mais fome não é sinal de que é necessário comer mais , de acordo com os especialistas. "A produção de calor ocorrerá, mesmo que não haja a ingestão alimentar, mas este mecanismo de fome será acionado e mantido. Se não houver fonte de alimento o organismo gastará o que tiver de reserva", explica o endocrinologista.
Durante o inverno, os dias são menores e há menos incidência solar. Esses fatores influenciam diretamente na produção de melatonina - conhecida por ser o hormônio do sono. Quanto menos luz, mais melatonina o nosso corpo produz. Isso faz com que o corpo entre em um estágio de repouso, deixando as pessoas mais sonolentas e com menos energia. E, com isso, o organismo entende que é preciso suprir essa carência, aumentando a fome.
Com o aumento da fome, é preciso ter cuidado para não ingerir alimentos demais e acabar ganhando peso durante os períodos de frio - o que não é gasto pelo corpo é estocado em forma de gordura. Por isso, é interessante incluir na dieta alguns pratos que vão ajudar a se manter aquecido ou a saciar melhor a fome extra gerada pelas temperaturas mais baixas.