11 de julho de 2026
Política

'Eu renuncio!', diz Orlando Costa Dias, se Suéllen Rosim for cassada

Da Editoria de Política
| Tempo de leitura: 2 min

O vice-prefeito de Bauru, Orlando Costa Dias (PSC), afirmou ontem de manhã, no programa multimídia Cidade 360º (JC/96FM), em primeira mão, que vai renunciar se a prefeita Suéllen Rosim (PSC) for cassada, como resultado da Comissão Processante (CP) que analisa denúncias relativas à compra de imóveis para a Secretaria da Educação, em 2021. "Eu renuncio, imediatamente!", afirmou Orlando, após pergunta do âncora/comentarista do programa Reinaldo Cafeo.

"É convicção mesmo. Conversei com minha família sobre os acontecimentos, com minha esposa, com meus filhos, e falei: olha, eu não assumo em cima da Processante da Suéllen..."

O vice acrescentou que, no caso da cassação, manteria somente sua pré-candidatura a deputado federal. Lembrando que ele vai fazer dobradinha com Lúcia Rosim (PSC), mãe de Suéllen, assim que as candidaturas forem oficialmente confirmadas nas convenções partidárias, que vão de 20 de julho a 5 de agosto. Sua pré-candidatura foi lançada na semana passada pela própria prefeita.

Um pouco antes, o vice reafirmou sua solidariedade a Suéllen e disse que são fake news informações que correm nos bastidores da política sobre a prefeita possuir casa em condomínio de luxo e de que ele teria algum problema de relacionamento com ela.

"Já tivemos outras três comissões de inquérito (CEI), esta é a quarta (se transformou em é CP), e nada não foi provado. Acredito que não será provado nada agora também", diz o vice-prefeito. Orlando disse que ele e nem mesmo a prefeita acreditavam que a Processante fosse instalada. Mas foi: a partir da mudança de voto do vereador Pastor Bira (Podemos) e da ausência de Mané Losila (MDB) na sessão que a aprovou.

O QUE ACONTECE

Caso a prefeita seja cassada e Orlando renuncie, como garantiu ontem ao 360º, assumiria o governo o presidente da Câmara, Markinho Souza (PSDB), que seria prefeito em exercício e estaria obrigado a convocar uma eleição em até 90 dias. Se a prefeita for cassada até o dia 31 de dezembro deste ano (dois primeiros anos de mandato), haveria uma eleição direta (com voto popular). Markinho ficaria prefeito até as eleições, com qualquer pessoa filiada a partido podendo se candidatar.

Se uma eventual cassação ocorrer a partir de 1 de janeiro de 2023, a eleição seria indireta, com qualquer um podendo ser candidato, mas quem votaria para escolher o novo prefeito seriam os 17 vereadores.

Mais uma hipótese possível: caso Orlando recue da decisão de renunciar em uma eventual cassação da prefeita, estar no cargo de prefeito de Bauru seria incompatível com uma candidatura. Ele teria que manter a candidatura ou exercer o mandato de prefeito. Ambas as situações ao mesmo tempo seria impossível. Como vice-prefeito, ele pode ser candidato a deputado sem abrir mão do atual cargo que ocupa, que é de expectativa apenas.