Reunida na tarde desta quarta-feira (6), a Comissão Processante (CP) da Câmara Municipal de Bauru, instaurada por conta de denúncias relativas à compra de imóveis pela Educação, em 2021, decidiu pelo prosseguimento das investigações contra a prefeita Suéllen Rosim (PSC). A conclusão foi anunciada após a retomada da reunião, suspensa ontem pela presidente Chiara Ranieri (União Brasil), após a leitura da peça de defesa da prefeita. Votaram favoráveis ao prosseguimento Chiara e o relator Guilherme Berriel (MDB), sendo que vereador Júlio Cesar (PP) votou pelo arquivamento da denúncia.
Com a decisão, a próxima etapa será a oitiva das nove testemunhas indicadas pela prefeita. A presidente da CP, Chiara Ranieri, foi arrolada como testemunha pela defesa da prefeita, sendo que a indicação foi impugnada.
A estratégia da Chefe do Executivo era provar que as desapropriações foram planejadas e não tempestivas e que, como presidente da comissão de Educação, Chiara teria participado de, ao menos, uma reunião que tratou de possíveis compras ou desapropriações bem antes os processos serem definidos.
Após as oitivas, o presidente do Legislativo, Markinho Souza (PSDB), deverá convocar uma sessão para julgamento. Durante a sessão, serão lidos os documentos elaborados pela prefeita e, em seguida, quem desejar poderá se manifestar verbalmente a respeito do processo pelo tempo máximo de 15 minutos cada. Ao final, a prefeita ou um representante seu terá o prazo máximo de duas horas para produzir sua defesa oral.
Concluída a defesa, a prefeita será afastada de seu cargo se for decisão de, no mínimo, dois terços dos 17 vereadores. A votação deve ser nominal e específica para cada infração de que for acusada. Caso o resultado da votação seja pela absolvição, o presidente da Câmara, Markinho Souza (PSDB) determinará o arquivamento do processo.