11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Dólar sobe a R$ 5,42: investidor termina a quarta menos pessimista

FolhaPress
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Brasília - Em mais um dia de turbulência no mercado financeiro, investidores terminaram esta quarta-feira (6) com posturas menos pessimistas após avaliarem a ata do Fed (Federal Reserve). O banco central americano divulgou o relatório da reunião que, em 15 de junho, resultou na maior alta da taxa de juros no país desde 1994.

Analistas buscavam no documento pistas sobre os riscos de uma recessão nos Estados Unidos, cuja percepção poderia ser reforçada caso a ata sinalizasse claramente que a autoridade será igualmente ou ainda mais agressiva na sua próxima reunião, nos dias 26 e 27 deste mês. 

Bolsas internacionais, que amanheceram negativas, entregaram ganhos no fim do dia. A Bolsa de Valores brasileira também subiu. O índice de referência para as ações domésticas, o Ibovespa, avançou 0,43%, a 98.718 pontos.

Apesar disso, riscos do exterior e domésticos provocaram nova alta do dólar contra o real.

Ao final do pregão, moeda americana fechou negociada com valorização de 0,64%, a R$ 5,4220, em seu maior patamar desde 27 de janeiro. Durante a sessão, a divisa chegou a saltar aos R$ 5,4620.

"A alta do dólar é global e o motivo ainda é o mesmo [dos últimos dias]: o cenário de cautela generalizada em meio ao crescente risco de recessão", comentou Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest.

O reço de referência do barril do petróleo bruto chegou a ser negociado abaixo de US$ 100 (R$ 555), patamar ao qual a commodity não é rebaixada desde 11 de abril.

A commodity cai sempre que existe a expectativa de redução na demanda por energia.

No Brasil, a queda da matéria-prima provocou uma baixa de 1,28% nas ações mais negociadas da Petrobras.