08 de julho de 2026
Nacional

Euro cai e encosta no dólar


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São Paulo - A desvalorização do euro acelerou na manhã de ontem e a moeda única europeia era negociada abaixo de US$ 1,01 pela primeira vez desde o fim de 2002, afetada pela preocupação com a economia do Velho Continente. Por volta das 15h (horário de Brasília), o euro era negociado a US$ 1,016. Pela manhã, a moeda europeia chegou a ser vendida a US$ 1,0072 - praticamente igual à paridade.

Especialistas já não descartam a possibilidade de as duas moedas atingirem o mesmo valor em breve. O euro chegou a seu ponto mais baixo em 5 de julho de 2001, quando foi negociado a 0,8380 dólar, mas a recuperação foi rápida.

O tombo da moeda europeia se deve principalmente aos temores de uma recessão. Acima de tudo, o risco de corte no fornecimento de gás preocupa os mercados financeiros, porque isso paralisaria a economia na Alemanha e na Europa. O aumento dos preços da energia foi a principal razão pela qual a balança comercial externa da Alemanha foi negativa em junho pela primeira vez em muitos anos, o que significa que o país importou mais - incluindo petróleo e gás - do que exportou. Os altos preços de importação, especialmente de energia, também estão impulsionando a inflação. E isso não é bom para o BCE (Banco Central Europeu), pois o órgão quer contrabalançar a inflação com aumentos planejados das taxas de juros.

VALORIZAÇÃO DO REAL

Em mais um dia de alívio no mercado financeiro, o dólar caiu para abaixo de R$ 5,30 e teve o primeiro recuo semanal desde maio. A bolsa de valores terminou o dia em baixa, mas registrou a segunda semana seguida de ganhos.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (8) vendido a R$ 5,268, com queda de R$ 0,077 (-1,44%). A cotação chegou a abrir em leve alta, mas passou a despencar logo após a abertura do mercado norte-americano, encerrando próxima do valor mínimo do dia. Com o desempenho de ontem, o dólar acumula queda 0,99% na semana, após chegar a R$ 5,46 na última quarta-feira (6). A divisa sobe 0,63% em julho, mas cai 5,52% em 2022.