Elena Ribakina venceu de virada, neste sábado (9), a final feminina de Wimbledon, disputada contra a tunisiana Ons Jabeur, primeira africana a chegar a uma decisão do torneio, e garantiu título inédito de Grand Slam em sua carreira.
Depois de perder o primeiro set por 6 a 3, a cazaque nascida na Rússia marcou dois 6 a 2 seguidos para garantir o título contra a atual número 2 do mundo.
Ribakina compete há quatro anos pelo Cazaquistão e, por isso, pôde contornar a exclusão de russos e belarussos desta edição da competição, em razão da invasão da Ucrânia pela Rússia.
Ambas estrearam em finais de Grand Slam. Jabeur, 27 anos, que diz querer servir de inspiração para tenistas árabes e africanas, ganhou a simpatia de torcedores do torneio.
Antes da partida, Ribakina, 23 anos, afirmou que "não esperava chegar à segunda semana e muito menos à final", depois de ter perdido nas oitavas de final em sua primeira participação, em 2021. Nesse mesmo ano, a tenista nascida em Moscou chegou às quartas de final em Roland Garros, seu melhor desempenho em um dos quatro principais torneios mundiais até o título deste sábado.
Neste ano, Jabeur venceu o torneio na grama em Berlim e acumulou 11 vitórias consecutivas nesse tipo de quadra. Já Ribakina chegou à competição em Londres se recuperando de uma lesão, o que não permitiu que tivesse uma boa preparação.
MASCULINO
A final masculina de Wimbledon será disputada neste domingo (10), a partor das 10h (de Brasília), entre o sérvio Novak Djokovic e o australiano Nick Kyrgios, que coleciona punições por quebrar raquetes e protocolos e ofender árbitros. O favorito Djokovic, atual número três do mundo, busca sua sétima conquista em Wimbledon e pode alcançar seu 21º título em Grand Slams, se aproximando dos 22 do recordista Rafael Nadal.