11 de julho de 2026
Nacional

Anestesista é preso por estupro de paciente durante cesariana no Rio

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante na madrugada desta segunda-feira (11) pelo estupro de uma paciente que estava dopada e passava por uma cesárea no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, município na Baixada Fluminense. Mais tarde, uma segunda mulher se apresentou na Delegacia de Atendimento à Mulher de São João Meriti para testemunhar contra o médico.

A prisão foi realizada depois que funcionários da unidade de saúde filmaram o anestesista colocando o pênis na boca da paciente durante a cirurgia. Segundo a polícia, desconfiadas da postura do médico, enfermeiras do hospital decidiram usar um aparelho de telefone celular para registrar o que ele fazia durante as cirurgias.

O suspeito foi indiciado por estupro de vulnerável, cuja pena varia de 8 a 15 anos de prisão. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do médico.

Nas imagens, a paciente aparece deitada na maca, inconsciente. Um lençol estendido sobre duas barras de ferro separa os demais médicos, que fazem a cesariana, de Bezerra, que está em pé próximo à cabeça da mulher. Em determinado momento, ele retira o pênis de dentro da calça e o coloca na boca da paciente, enquanto olha para os lados seguidas vezes. A violência se estende por cerca de 10 minutos. Ao fim, o anestesista limpa com um lenço o rosto da vítima e o próprio pênis.

A prisão foi realizada pela delegada Bárbara Lomba, da Delegacia de Atendimento à Mulher de São João de Meriti. Em imagem veiculada pela TV Globo, o médico manifesta surpresa quando a delegada anuncia sua prisão pelo crime de estupro.

Frascos do sedativo utilizado pelo suspeito foram apreendidos e funcionários do hospital prestaram depoimento na delegacia. As investigações seguem para apurar outras possíveis condutas criminosas do médico.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde e a direção do Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart afirmaram que foram acionadas pela equipe médica e reportaram o crime à Polícia Civil.

Segundo a secretaria, o médico não é servidor do estado. A cúpula do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) estuda acelerar o processo de investigação e julgamento do médico. O Cremerj deve instaurar um processo ético-profissional, que pode resultar na cassação do registro de Bezerra.