11 de julho de 2026
Internacional

45 países investigarão os crimes de guerra dos russos na Ucrânia

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Haia - Estados Unidos e mais de 40 outros países concordaram nesta quinta-feira (14) em coordenar investigações sobre supostos crimes de guerra na Ucrânia, logo após o que o governo ucraniano disse ter sido um ataque com mísseis russos que matou civis longe das linhas de frente. Não seria o primeiro dos ataques feito por forças russas a atingir deliberadamente civis.

Nesta quinta, 45 países na conferência em Haia —sede do Tribunal Penal Internacional (TPI)— assinaram uma declaração política para trabalharem juntos nas investigações de crimes de guerra na Ucrânia. Entre os países estão nações da União Europeia, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, México e Austrália. Eles também prometeram 20 milhões de euros para ajudar o TPI, bem como o gabinete do procurador-geral na Ucrânia e os esforços de apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski afirmou em vídeo para essa conferência internacional que mísseis russos atingiram dois centros comunitários no oeste da Ucrânia, matando 23 pessoas, incluindo três crianças, e ferindo muitas outras.

A Rússia nega repetidamente envolvimento em crimes de guerra ou que mire deliberadamente em civis desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro.

Afirma que lançou uma "operação militar especial" para proteger os falantes de russo e erradicar nacionalistas perigosos.

O Ministério da Defesa russo não comentou imediatamente os relatos sobre Vinnytsia.

BRASIL

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (14) que sabe qual é a solução para o fim da Guerra da Ucrânia e disse que a apresentará a Volodimir Zelenski em uma conversa por telefone na próxima segunda-feira (18).

"Vou dar minha opinião a ele, o que eu acho. A solução para o caso", disse o brasileiro em entrevista à CNN Brasil. "Eu sei como seria a solução do caso, mas não vou adiantar. Como acabou a guerra da Argentina com o Reino Unido em 1982? É por aí."

AS MALVINAS

A Guerra das Malvinas completou 40 anos em abril, e as forças argentinas se renderam aos britânicos, que tinham recebido apoio de europeus e dos EUA. Não está claro, porém, se a rendição é a sugestão que o presidente brasileiro fará a seu homólogo ucraniano.