11 de julho de 2026
Política

Ciesp reúne setores da sociedade em apoio à Faculdade de Medicina


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A Regional Bauru do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) mobilizou forças políticas, acadêmicas, empresariais e representativas da sociedade civil para demonstrar ao reitor da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Gilberto Carlotti Junior, apoio à implementação da Faculdade de Medicina na cidade. Atualmente, a instituição dispõe de um curso na área, ligado à Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Nesta sexta-feira (15), quando esteve no município, ele recebeu uma carta subscrita por signatários de várias áreas (veja a lista no quadro), que reiteram a importância dessa conquista.

O documento foi entregue em almoço realizado na Plasútil, que contou com a presença da prefeita Suéllen Rosim (PSC), assim como o presidente do Legislativo, Markinho Souza (PSDB).

"Sou diretor do Ciesp junto com o Gino Paulucci e achamos que medidas como essa devem ser apoiadas. A FOB fala por si: é fantástica, o serviço que presta é de enorme relevância. O curso já está aqui e, agora, apoiaremos a Faculdade de Medicina. Bauru anseia por isso há décadas", reitera o diretor da Ciesp, Marco Antônio Pereira da Silva.

Esse tipo de mobilização, inclusive, foi elogiada pelo próprio Carlotti. Segundo ele, por intermédio de iniciativas como essa houve, por exemplo, a interiorização da USP. O reitor acredita que até mesmo a primeira turma do curso de Medicina ainda pode formar-se pela futura faculdade. "Vai depender da nossa velocidade. Nós teríamos um ano e meio para resolver. Isso não depende só da Reitoria", afirma.

TRÂMITE

O primeiro passo, informa, é a elaboração de uma proposta acadêmica capaz de demonstrar os benefícios para a população e para a própria universidade. Neste sentido, será preciso estabelecer o perfil de médicos a serem formados e ainda como fixar os professores em Bauru. "Quanto tivermos certeza do hospital funcionando e esse projeto de fixação, as coisas ficarão bem mais fáceis. Existe um trâmite burocrático: são três comissões dentro da universidade, que avaliam propostas. E, depois, o Conselho Universitário, que é o órgão máximo de avaliação. Agora, tudo depende da proposta inicial", explica.

De acordo com Carlotti, neste sentido, será preciso resolver a questão relativa aos servidores do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), que, apesar de manterem seus contratos de trabalho ligados à USP, devem ser integrados ao Hospital das Clínicas (HC), conforme proposta inicialmente aprovada pelo Conselho Universitário. Entre julho e agosto, ficará claro se os servidores vão aderir ao projeto de criação do HC nestes moldes, já que existe uma resistência em torno dessa transição.

"Vai ser criado um convênio entre a universidade e a Secretaria do Estado da Saúde. Eu gostaria que a unidade 1 (onde atualmente funciona o Centrinho) fosse chamada de Instituto de Reabilitação Craniofacial. É o modelo [dos HCs] de Ribeirão Preto e São Paulo, que contam com institutos dentro deles, como o do Coração. É fundamental a adesão ao projeto do HC para termos certeza que é sustentável criarmos uma faculdade", finaliza.