A sete dias do início das convenções partidárias, em que as legendas irão deliberar sobre coligações e a escolha de candidatos para disputar as eleições deste ano, a pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do Estado segue sem definição do nome do vice que integrará a chapa. Em visita a Bauru nesta semana, o coordenador do programa de governo do petista, deputado estadual Emidio de Souza (PT), revelou que teve recentemente uma nova rodada de negociações com o PSOL, legenda que reivindica este espaço dentro da coligação, e acrescentou que o PT não trabalha com a hipótese de perder o apoio do partido.
Contudo, destacou que, de "maneira geral, é bom ter um candidato à esquerda e um vice um pouco mais ao centro", assim como se firmou a dobradinha de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin no pleito nacional. Conforme o jornal Folha de S. Paulo divulgou, entre os nomes ventilados, estão Marina Silva (Rede), Juliano Medeiros (PSOL), Marianne Pinotti (PSB) e Jonas Donizette (PSB).
De acordo com Emidio de Souza, que também é pré-candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa (Alesp), parte das negociações foi superada com a decisão de Márcio França (PSB), anunciada no último dia 8, de se candidatar ao Senado dentro da chapa. "Agora, nos próximos dias ou semanas, vamos decidir o nome do vice dialogando muito para ver qual a melhor equação. Queremos uma chapa competitiva, com potência para oferecer ao Estado uma opção de mudança segura", afirma, acrescentando que as convenções terminam no dia 5 de agosto - daqui a três semanas - e não há motivo para "desespero".
Questionado se o nome a ser escolhido levará em consideração o risco de Haddad perder força em um eventual segundo turno, com votos de eleitores mais ao centro e à direita migrando de outros candidatos para o que for à disputa final com o petista, Emidio minimizou eventuais dificuldades. Porém, pontuou que, de forma geral, o PT avalia ser "bom ter um candidato à esquerda e um vice um pouco mais ao centro" - proposta que, se seguida à risca, descartaria, neste momento, a indicação de um filiado ao PSOL.
"As pesquisas de intenção de voto, até aqui, indicam a vitória de Haddad, em simulações de segundo turno tanto com o Rodrigo Garcia quanto com o Tarcísio de Freitas. E, se o Lula vencer as eleições no primeiro turno, o Haddad vai enfrentar o segundo turno ainda mais fortalecido", pontua.