09 de julho de 2026
Internacional

Príncipe saudita diz a Biden que os EUA também cometeram erros

FolhaPress
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Arabia Saudita - A Arábia Saudita está tomando medidas para evitar no futuro "incidentes lamentáveis" como o assassinato do jornalista Jamal Kashoggi, disse o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman (MbS) ao presidente americano Joe Biden, de acordo com informações de uma autoridade saudita. MbS chamou de erro por parte dos americanos a prisão de Abu Ghraib na guerra do Iraque.

Na sexta (15), em sua primeira visita ao Oriente Médio como presidente, Biden afirmou a jornalistas ter confrontado o líder saudita sobre o assassinato, tendo dito a ele que acreditava que MbS era pessoalmente responsável pela morte de Kashoggi, que escrevia para o jornal americano Washington Post.

O príncipe herdeiro sempre negou a responsabilidade pela morte do jornalista, assassinado em outubro de 2018 no consulado saudita em Istambul - seus restos mortais nunca foram encontrados.

O príncipe também mencionou o recente assassinato da jornalista palestina-americana Shireen Abu Akleh durante um ataque israelense na Cisjordânia.

Washington vem suavizando sua postura em relação à Arábia Saudita desde que a Rússia invadiu a Ucrânia no início deste ano, desencadeando uma das piores crises de fornecimento de energia do mundo. O país árabe é o maior exportador global de petróleo.

Ontem, em uma cúpula com seis países do Golfo mais Egito, Jordânia e Iraque, Biden afirmou que os EUA continuarão sendo um parceiro ativo e engajado no Oriente Médio e pediu aos líderes reunidos em Jidá, na Arábia Saudita, que vejam os direitos humanos como uma poderosa força de mudança econômica e social. "Não vamos nos afastar, nem deixaremos um vácuo para que seja preenchido por China, Rússia, ou Irã."