11 de julho de 2026
Nacional

Jair Bolsonaro: Judiciário e oposição reagem e procuradores cobram Aras

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A fala do presidente Jair Bolsonaro (PL) a embaixadores com mentiras em série sobre o sistema eleitoral provocou reações de repúdio em cadeia nesta terça (19) na cúpula do Judiciário e em diferentes setores do Ministério Público. Um dos alvos foi o procurador-geral da República, Augusto Aras, mais uma vez é cobrado a investigá-lo.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), principal aliado de Bolsonaro no Congresso, seguiu em silêncio sobre os ataques. Depende dele a eventual abertura de um processo de impeachment. A embaixadores, na segunda, Bolsonaro repetiu teorias da conspiração, desacreditou as urnas eletrônicas e atacou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sempre em um tom de ameaça.

As falas não são uma novidade, mas desta vez vieram carregadas de agravantes: feita a embaixadores convocados pelo governo, dentro da residência oficial da Presidência, incluída na agenda oficial de Bolsonaro, com transmissão ao vivo pela TV estatal e às vésperas do início da campanha.

Segundo especialistas em direito, Bolsonaro cometeu uma série de crimes na apresentação a embaixadores. As declarações, em tese, poderiam levar à cassação ou ao impeachment do mandatário.

A oposição foi a primeira a reagir nesta terça. Partidos acionaram o STF para que Bolsonaro seja investigado sob suspeita de crime contra as instituições democráticas. O pedido ao Supremo é assinado por parlamentares de PT, PSOL, PC do B, PDT, Rede, PSB e PV. Eles esperam que a corte autorize abertura de inquérito sobre a conduta do presidente.

No Judiciário, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, repudiou tentativas de questionamento do processo eleitoral, mas sem citar o nome de Bolsonaro. O presidente em exercício doSuperior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Jorge Mussi, também afirmou em nota nesta terça que tem "plena confiança no processo eleitoral brasileiro e no Tribunal Superior Eleitoral".

Três associações de servidores da Polícia Federal também emitiram nesta terça nota conjunta manifestando confiança nas urnas e afirmando que nunca foi apresentada qualquer evidência de fraude no sistema.