Com o objetivo de minimizar os efeitos da greve dos servidores da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), que chega a seu sétimo dia, a ação emergencial organizada pela Prefeitura de Bauru para a coleta de lixo, realizada neste sábado (23), recebeu críticas tanto por parte do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) quanto do Sindtran (sindicato dos motoristas). As entidades denunciam o que seriam práticas irregulares, como a destinação de lixo em áreas inadequadas de transbordo e a circulação de homens 'pendurados' em caminhões comuns sem equipamentos de proteção individual (EPIs).
"A informação que a gente tem é que estão utilizando reeducandos da Secretaria das Administrações Regionais (Sear) e também alguns servidores. Isso tudo vai ser reportado ao Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Estadual e à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP)", comentou o advogado do Sinserm José Francisco Martins.
De acordo com ele, o contrato de ressocialização não deve prever esse tipo de exposição. "E se ficar provado a participação da Emdurb na organização dessa força-tarefa, a gente vai registrar flagrante descumprimento da lei de greve porque não há qualquer posição do Judiciário pela abusividade (da paralisação)", comenta. Já sobre o transbordo, ele comunicará a Cetesb.
Lixo recolhido foi depositado em áreas como a do final da rua Bernardino de Campos e na avenida Nações Norte, sujeitas à contaminação por conta do chorume. Questionada sobre essa possibilidade, a prefeitura não respondeu. Informou apenas que 'as pastas envolvidas na ação estão usando os equipamentos e mão de obra que já possuem rotineiramente em suas atividades'.