Graças aos avanços da ciência e dos tratamentos anti-idade, podemos maximizar a longevidade humana de acordo com a melhoria dos padrões de desempenho físico e mental no envelhecimento e afirmar que os 50 são os novos 30. A afirmação é do cientista de alimentos e clínico especialista em rejuvenescimento humano Paulo Crepaldi. De acordo com ele, graças aos avanços da ciência e dos tratamentos anti-idade, tal afirmação nunca fez tanto sentido.
Crepaldi explica que há mais de 20 anos vem se estudando a ciência do envelhecimento e várias são as premissas que nos permitem não só otimizar a aparência estética da face mas, sobretudo, aumentar a perspectiva de vida saudável das pessoas. "No atendimento a um paciente, há várias características objetivas e quantificáveis do processo de envelhecimento, particulares de cada indivíduo, que podemos rastrear e, através da prescrição farmacêutica adequada, modular tais características visando a prevenção de doenças e a recuperação da saúde, incluindo nessa seara a saúde estética", afirma.
Crepaldi esclarece que, a partir dos 30, se começa naturalmente a perder cerca de 1% de colágeno ao ano, proteína que tem, entre suas funções, dar suporte e sustentação aos tecidos. Somando o fato de que estamos constantemente expostos ao sol e à poluição, que danificam as fibras de colágeno, a perda é potencializada. "Daí a importância dos procedimentos, como o laser fracionado e o ultrassom microfocado, que promovem a regeneração e a remodelação dérmica, além de estimular a produção de colágeno."
Crepaldi afirma ainda que que bioestimuladores de colágeno também fazem parte de um protocolo de rejuvenescimento, sempre levando em conta a quantidade de produto aplicada, as regiões tratadas e a técnica do profissional em questão, visando um resultado mais natural e saudável.
"As queixas que mais ouço no consultório são o aparecimento de rugas, flacidez, manchas, perda do viço e da elasticidade da pele. O resultado é um rosto que perdeu o formato e as definições de contornos típicos da juventude", exemplifica Paulo Crepaldi.
O cientista explica que a prática clínica e os estudos atuais mostram que para se corrigir esses efeitos do tempo na aparência, não basta apenas a realização de procedimentos estéticos pontuais como a aplicação de toxina botulínica ou do preenchimento com ácido hialurônico isolado na face, por exemplo. Crepaldi afirma que os casos com maiores sucessos envolvem imprescindivelmente tratamentos de marcadores sistêmicos do envelhecimento.
"Acredito, sobretudo, que se sentir bem aos 50 vai muito além da estética. É uma questão de manter o organismo jovem e saudável física e mentalmente."