08 de julho de 2026
Ser

Inverno: looks e makes vibrantes

Mariana Arrudas
| Tempo de leitura: 2 min

A velha máxima de que a moda reflete o tempo em que estamos vivendo se justifica mais uma vez neste inverno. A sensação de alívio com o fim da pandemia, aliada à visibilidade cada vez maior às pautas ligadas à diversidade e à causa LGBTQIA resultaram numa estação com tendências multicoloridas.

E as cores vêm vibrantes, bem diferentes da monotonia cromática comum aos meses mais frios de outros anos. De acordo com a curadora e consultora de moda Lilian Pacce, sair do isolamento social e voltar à vida mais ou menos como era antes trouxe essa vontade de investir em tons mais vivos - e a indústria da moda já percebeu isso. "Marcas de luxo criaram, inclusive, suas próprias cores, como o Pink PP da Valentino ou o verde da Bottega Veneta", conta Pacce.

A tendência, já vista desde o verão, é chamada "dopamine dressing" por causar um efeito positivo no humor das pessoas. A empresária Paula Lozano, 49, é dona de uma loja de roupas e diz que sente na prática essa nova onda: peças de tricô e jaquetas em tons coloridos estão entre os best-sellers do seu negócio. "O segredo é testar e experimentar", diz.

Diretora de moda da revista Hooks, Evely Oliveira acrescenta mais um fator à tendência pelas cores vibrantes neste inverno: a nostalgia. "Esse movimento colorido tem muita influência de um resgate dos anos 1980 e 1990", afirma. Segundo Evely, azul, verde-lima e pink, - o antigo rosa-choque -, aparecem em peças de tricô, bolsas e acessórios.

Para a executiva de vendas Ana Luiza Rocha, 22 anos, as cores nas roupas também sempre foram aliadas e adaptá-las para o inverno foi uma tarefa tranquila. "Foi fácil fazer essa adaptação com as cores para o inverno, porque eu só compro aquilo que vai ser versátil, que eu possa encaixar em diversos looks, como calças coloridas."