Morreu, na manhã desta quarta-feira (27), Angelo Marcos dos Santos Nogueira, 40 anos, conhecido como “Anjinho”. Ele foi atropelado em 7 de maio pelo frei Gustavo Trindade, logo após furtar moletons da Casa Paroquial da Igreja Matriz de São Sebastião, em Santa Cruz do Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru).
Conforme o JCNET divulgou, na ocasião, uma câmera de segurança na avenida Tiradentes, no Centro, registrou o momento em que carro da Diocese de Ourinhos o perseguiu e atropelou. Após colher a vítima, o pároco engatou ré e deixou o local sem prestar socorro. “Anjinho” ficou internado em estado grave por vários dias, teve alta, mas apresentava sequelas.
Já o padre foi afastado de suas atividades religiosas. O inquérito instaurado para apurar o caso foi concluído no fim de maio, sem o depoimento do religioso. Ele foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado, que agora deve ser revertido em homicídio consumado.
Segundo a Rádio 104 FM, a vítima morreu na Santa Casa de Misericórdia. No entanto, por conta das circunstâncias da ocorrência, o corpo será conduzido ao Instituto Médico Legal (IML).
No final de junho, a Justiça de Santa Cruz do Rio Pardo aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP), por tentativa de homicídio qualificado, contra o padre, que se tornou réu em uma ação penal.
Nos autos, o juiz Pedro de Castro e Sousa afirma "que a denúncia oferecida contém a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, havendo, ainda, lastro probatório mínimo a demonstrar a materialidade delitiva e indícios suficientes de autoria, tendo observado, assim, todos os requisitos legais exigidos pelo artigo 41 do Código de Processo Penal".