A necessidade de reformas estruturantes, principalmente agrária e urbana, são as principais bandeiras defendidas pelo agrônomo Gabriel Colombo, indicado pelo PCB como pré-candidato à corrida pelo governo paulista. Aos 32 anos, o militante da esquerda também defende a reestatização de serviços públicos essenciais e intervenção maior do Estado para promover uma retomada econômica pós-pandemia. "São Paulo tem orçamento superavitário e capacidade de investir, só não pode legar tudo isso somente ao capital privado porque o mercado não é capaz de responder pelas demandas populares e sociais", afirma.
Segundo Gabriel, as propostas do partido são voltadas à garantia do emprego, alimentação saudável, moradia e universalização dos direitos sociais, como educação, saúde pública, transporte e saneamento.
Para isso, defende a necessidade de um Estado centralizador e de participação popular. "Nós tivemos políticas neoliberais que trataram a privatização e a redução do Estado como solução para tudo. Mas o resultado para a classe trabalhadora é desemprego, baixos salários e falta de serviços públicos de qualidade".
Para o pré-candidato, a garantia a uma alimentação mais saudável está ligada à reforma agrária. "A legislação já permite desapropriar áreas improdutivas e destiná-las, isso é democratizar o acesso à terra", defende. O pré-candidato usa lógica semelhante quando fala de reformas urbanas como alternativa para o déficit habitacional das grandes cidades. "Hoje predomina a especulação imobiliária, os interesses das incorporadoras e empreiteiras. Terrenos que não cumprem função social e prédios abandonados devem ser revitalizados e utilizados para fins de moradia popular", argumenta.