Viena - A despeito da onda de críticas, o premiê autocrata da Hungria, Viktor Orbán, disse nesta quinta (28) que sua defesa sobre o país não se tornar um "povo mestiço" seria uma questão cultural, e não racial. "Queremos manter nossa civilização como é agora", afirmou.
A nova formulação do discurso, no entanto, agora com o teor contra a miscigenação, rendeu críticas do Comitê Internacional de Auschwitz pela conotação racista e também levou a ministra da Inclusão Social Zsuzsa Hegedus a renunciar pouco depois da fala do líder.
Em sua carta de demissão, ela comparou o discurso do ultradireitista com a propaganda de Adolf Hitler na Alemanha nazista. "Não sei como você [Orbán] não percebeu que a declaração é pura retórica nazista digna de Joseph Goebbels", escreveu Hegedus.
Falando em Viena, segundo Orbán disse: "Acontece que, às vezes, sou ambíguo. Esta é uma posição civilizada, estamos orgulhosos do que a Hungria conseguiu na luta contra o racismo. Não é sobre racismo, mas sobre diferenças culturais".