09 de julho de 2026
Internacional

Rússia defende os chineses na crise com EUA sobre Taiwan

FolhaPress
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Moscou - Cumprindo seu papel de principal aliada da China na Guerra Fria 2.0 contra os Estados Unidos, a Rússia fez uma defesa explícita de Pequim na nova crise envolvendo a ilha de Taiwan.

"Nenhum país deveria trazer essa questão", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, acerca da soberania que a ditadura presume sobre a ilha autônoma, lar dos derrotados da revolução que levou os comunistas ao poder em 1949.

O motivo do alarido é a viagem presumida da presidente da Câmara dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, à ilha. Ela não foi confirmada oficialmente, mas ela embarca para um giro asiático entre aliados americanos, como Japão e Coreia do Sul, e a parada em Taiwan é uma possibilidade.

Isso gerou uma grave crise com os chineses, e Xi queixou-se a Biden por telefone na quinta (28). Antes, a chancelaria em Pequim havia dito que a visita, inédita para uma autoridade desse nível desde 1997, equivaleria a uma "violação de soberania".

Desde que reconheceu a ditadura comunista em 1979, os EUA apoiam a política de "uma só China". Ao mesmo tempo, assinaram um ato de cooperação com Taiwan que lhes permitiu armar a ilha até os dentes. Os chineses têm intensificado suas ameaças militares a Taiwan, mas há dúvidas sobre sua capacidade de agir.

Enquanto a China se abria ao mundo capitalista e criava um laço de interdependência econômica com os EUA, tudo bem. A questão é que Pequim enriqueceu e começou a abrir suas asas, particularmente depois que Xi assumiu, em 2012.