10 de julho de 2026
Nacional

1ª morte por varíola dos macacos fora da África é registrada no País

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - O Ministério da Saúde confirmou a primeira morte por varíola dos macacos no Brasil. Trata-se de uma pessoa de Uberlândia, em Minas Gerais.

Segundo autoridades do Ministério da Saúde ouvidas pela reportagem, trata-se de um homem de 41 anos, portador de comorbidades e imunossuprimido: estava internado com diagnóstico de câncer.

Até ontem, o Brasil já registrava 1.066 diagnósticos confirmados da doença, conforme o Ministério da Saúde. Anteontem a pasta também anunciou a criação de um comitê de emergência para a varíola dos macacos.

A doença é disseminada principalmente ao tocar as lesões na pele que os pacientes apresentam. No surto atual, pesquisas já mostram que a propagação da doença ocorre durante atividades sexuais.

A principal forma de prevenção é o isolamento de pacientes com a monkeypox para evitar que outras pessoas tenham contato com os doentes. A vacinação em grupos prioritários e em pessoas que tiveram contato recente com os doentes também são medidas importantes para se proteger da doença.

Até o momento, o Brasil não conta com os imunizantes. 

CRIANÇAS

A capital paulista registrou três casos de crianças com varíola dos macacos (monkeypox), informou a Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a pasta, todas estão em monitoramento e sem sinais de agravamento. Esse foi o primeiro anúncio oficial de casos da doença em crianças no Brasil.

A secretaria também afirma que a rede municipal de saúde, como as UBSs (Unidades Básicas de Saúde), está apta para atender casos suspeitos de varíola dos macacos.

Os casos em crianças preocupam porque elas são mais vulneráveis a complicações da doença. Outro país que já confirmou diagnósticos em menores foi os EUA, com dois casos.