A partir desta segunda-feira (1), moradores de Bauru começarão a ser visitados em suas casas por profissionais responsáveis pelo Censo Demográfico 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento ocorre em todas as cidades do País para atualização dos dados da população brasileira.
Além de descobrir o número exato de moradores no território nacional, atualmente estimado em 215 milhões de habitantes, o Censo irá trazer uma fotografia detalhada, revelando as principais caraterísticas socioeconômicas dos brasileiros, como idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade, renda e saneamento básico dos domicílios, apenas para citar alguns exemplos.
Em Bauru, mesmo sendo feriado de aniversário da cidade, os primeiros recenseadores já começarão a sair às ruas neste dia 1.º de agosto. Segundo Bruno Dal Medico Hirsch, coordenador de área do Censo no município, inicialmente, serão cerca de 25 a 30 trabalhadores, que chegarão a um total de 343 até o final da próxima semana.
Além disso, 29 agentes censitários supervisores e cinco agentes censitários municipais irão coordenar os trabalhos. "Neste início, cada recenseador será acompanhado por um supervisor ou por alguém do quadro de servidores, até termos certeza de que ele entendeu o trabalho e não vai cometer erros. Só então o recenseador começa a trabalhar sozinho", explica.
Na região, que contempla 18 municípios, serão cerca de 530 profissionais e, no País, mais de 183 mil trabalhadores. Segundo Hirsch, em Bauru, cada um deles trabalhará quatro horas por dia e a intenção é de que consiga aplicar quatro questionários por hora, considerando que, em 10% das visitas, os moradores do domicílio devem responder ao questionário da amostra, em que são adicionadas perguntas sobre temas específicos, como fecundidade, religião, deficiência, educação, mortalidade e autismo.
TRÊS MESES
A coleta de dados seguirá até o dia 31 de outubro de 2022, período em que os 183 mil recenseadores visitarão cada domicílio nos 5.568 municípios do País, incluindo aldeias indígenas. Além disso, pela primeira vez, os moradores de territórios quilombolas também serão contabilizados.
Programado para ocorrer em 2020, o Censo foi postergado em razão da pandemia de Covid-19. No ano seguinte, sofreu novo adiamento, por falta de orçamento. Após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo federal liberou os R$ 2,3 bilhões necessários para a realização da operação censitária.
A previsão é de que os primeiros resultados do Censo 2022 sejam divulgados ainda no final deste ano. Outras análises e cruzamentos de dados mais complexos serão publicados ao longo de 2023 e 2024.