Um estudante bauruense conquistou a medalha de prata durante uma olimpíada internacional de matemática disputada em Nova York (EUA). Thiago Buzalaf Zopone, de 15 anos, concorreu com jovens de outros oito países em uma prova que ele classifica como desafiadora. O segundo lugar é referente ao ranking geral do torneio. E, na sua categoria, para alunos do 9º ano do fundamental e do 1º ano do ensino médio, este no qual está matriculado, também faturou o bronze. Agora, se prepara para outras três competições estrangeiras. "Meu objetivo é estudar fora do País e os resultados em olimpíadas contam muito", revela o estudante da Four C.
A Copernicus Olympiad reuniu cerca de 200 jovens de países como Camboja, Bulgária, Angola, Laos, Estados Unidos e Brasil. As provas foram aplicadas no dia 21 de julho e, os resultados, já na data seguinte. "Fiquei muito feliz e ainda mais surpreso com o terceiro lugar na minha faixa etária. Isso porque, no ranking geral, eles entregam mais de uma medalha, dependendo da pontuação na prova. Mas, na minha categoria, eram só as três medalhas. Então, significa que eu estava entre os primeiros candidatos da mesma série que eu. É um incentivo para eu estudar mais ainda", afirma. Ao final do ensino médio, ele imagina cursar engenharia em institutos como a Georgia Tech ou a Rice University, no Texas.
TALENTO
Está não é a primeira vez que Thiago conquista uma premiação com seu talento na matemática. O jovem disputa esse tipo de prova desde o 4º ano do ensino fundamental. Na conta, já são onze medalhas em competições como Canguru de Matemática Brasil e a própria Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), que, apesar do nome, contempla também alunos da rede privada. Foram, inclusive, os resultados dessas competições neste ano que o credenciaram para a Copernicus Olympiad.
Como preparação para a disputa norte-americana, Thiago conta ter feito provas anteriores desta e de outras competições. Além de contar com afinidade com números, o método preferido é treinar com exercícios. "Não eram apenas contas. Foi uma prova com bastante raciocínio lógico e muito desafiadora", conta o adolescente, cuja preferência é geometria plana.
"Como os professores já conhecem o Thiago, sempre foram incentivando nessas olimpíadas. Perceberam esse potencial e começaram a aplicar mais questões de competições que não são oferecidas para todos os alunos. Ele aproveitava as aulas eletivas para se preparar e, nas férias, teve mais quatro dias de aula com as provas antigas", revela Roberta Mayumi da Silva, coordenadora de High School Americano.