08 de julho de 2026
Internacional

EUA matam líder da Al Qaeda

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Os primeiros sinais de que lideranças do grupo terrorista Al Qaeda estavam em segurança no Afeganistão vieram no ano passado, enquanto os Estados Unidos retiravam suas tropas do país após 20 anos de ocupação e deixavam vago um espaço para o Talibã retomar o poder.

Sempre houve receio de que a volta do grupo extremista islâmico ao governo criaria um porto seguro para terroristas no país da Ásia Central. Não deixou de surpreender, porém, que em menos de um ano Ayman al-Zawahiri, líder da Al Qaeda morto em operação no último domingo (31), fosse encontrado vivendo em um bairro tranquilo da capital Cabul. A morte foi anunciada na noite de segunda-feira (1) pelo presidente dos EUA, Joe Biden.

VARANDA DE CASA

O egípcio, um dos responsáveis pelos atentados de 11 de Setembro ao lado de Osama bin Laden, foi alvo de uma operação culminada às 6h18 de domingo (noite de sábado no Brasil), atingido por um ataque de drone enquanto estava na varanda do terceiro andar de um prédio. 

Foi no começo deste ano que a inteligência americana identificou que a mulher, uma filha e netos de Zawahiri estavam escondidos em Cabul. Por muito tempo os familiares do terrorista usaram técnicas para impedir que fossem seguidos.

Pouco depois, o próprio Zawahiri foi identificado no local. De acordo com a inteligência americana, o terrorista não foi visto mais saindo do esconderijo desde que chegou ao local, tendo sido observado uma série de vezes apenas na varanda, exatamente onde foi morto.

CABEÇA A PRÊMIO

Assessores e conselheiros de Biden, como Jake Sullivan, conselheiro de segurança nacional, foram informados em abril sobre a identificação do terrorista, que tinha a cabeça a prêmio de US$ 25 milhões. O presidente soube na sequência, e a Casa Branca decidiu que apenas um grupo muito seleto de pessoas seria informado do caso --a ponto de o Departamento de Defesa não se envolver na operação, que ficou a cargo da CIA, a central de inteligência.

Figuras importantes do Talibã estavam cientes da presença do chefe da Al Qaeda na capital afegã. Do abrigo, ele produzia vídeos para apoiadores: alguns deles ainda podem ser divulgados pela Al Qaeda, diz o governo americano.

Em 25 de julho Biden deu a autorização para a operação da CIA.