09 de julho de 2026
Internacional

China reage à visita de Pelosi

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Pequim - Os militares chineses foram colocados em alerta máximo e lançarão "operações militares direcionadas" em resposta à visita da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan, afirmou o Ministério da Defesa da China nesta terça-feira (2).

Separadamente, o Comando de Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular chinês disse que realizará operações militares conjuntas e testará o lançamento de mísseis convencionais no mar a leste de Taiwan.

Os exercícios incluirão operações aéreas e marítimas conjuntas no norte, sudoeste e nordeste de Taiwan, disparos reais de longo alcance no Estreito de Taiwan e lançamentos de mísseis de teste no mar a leste de Taiwan.

BIDEN

O governo do presidente e correligionário dela Joe Biden faz uma operação de contenção de danos e tenta deixar claro que a viagem não é uma visita de Estado e foi decidida individualmente por Pelosi, parlamentares do Partido Republicano têm manifestado apoio à presidente da Casa, que chegou à ilha do leste asiático nesta terça-feira (2) sob ameaças do governo chinês. 

Assessores e conselheiros correram para dizer ao público e às suas contrapartes chinesas que a viagem era uma decisão independente da parlamentar e que não significava endosso do governo americano. O próprio Biden afirmou isso a Xi Jinping, líder do regime chinês, quando "deixou claro que o Congresso é um ramo independente do governo e que Pelosi toma suas próprias decisões, assim como outros membros do Congresso, sobre suas viagens ao exterior".

Para minimizar o assunto e evitar uma escalada de tensões com a China, o governo americano tem dito que viagens de parlamentares americanos à ilha são comuns.

Ainda que nenhuma dessas visitas recentes tenha o peso político de uma presidente da Câmara viajando em uma aeronave oficial para uma ilha que a segunda maior potência do mundo considera uma província rebelde, é fato que políticos americanos têm batido ponto em Taiwan. A viagem de Pelosi culmina um esforço bipartidário do Congresso americano de manifestar apoio à ilha em meio à crescente rivalidade dos Estados Unidos com a China.

Em abril, por exemplo, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o democrata Bob Menendez, foi junto do republicano Lindsey Graham, também senador, em uma viagem surpresa à ilha.

OPOSIÇÃO

A visita da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan provocou mais apoio da oposição até agora do que do seu próprio Partido Democrata.

Pela manhã, um grupo de 26 senadores republicanos, inclusive o líder da minoria do Senado, Mitch McConnell (Kentucky), divulgou comunicado apoiando Pelosi.

"Por décadas, membros do Congresso dos Estados Unidos, incluindo ex-presidentes da Câmara, viajaram a Taiwan. Esta viagem é consistente com a política de 'uma só China' dos EUA, com a qual estamos comprometidos. Também estamos comprometidos agora, mais do que nunca, com a Lei de Relações com Taiwan", diz o grupo.