11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Pequenos empresários buscam ambiente de inovação longe de casa

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Ecossistemas maduros para inovação nos negócios - ambientes que agregam startups, parques tecnológicos, universidades, órgãos do governo e grandes empresas - se concentram no Sul, no Sudeste e, em menor medida, no Nordeste. Assim, pequenos empresários de Norte e Centro-Oeste recorrem a regiões distantes de suas cidades para desenvolver suas empresas.

A ideia desses ecossistemas é que os agentes apoiem pequenos e médios empresários no crescimento de seus negócios. É o que acontece, por exemplo, no Vale do Silício, na Califórnia, e em Israel, polos de tecnologia.

A química Sandra Zanotto, 48 anos, é uma das pequenas empresárias que não encontraram apoio adequado em Manaus para evoluir seu projeto. Em 2016, ela criou a Amazon Doors, empresa que conecta multinacionais a pequenas comunidades para desenvolver cadeias de produção na Amazônia Legal. A empresa já prestou serviços para Natura, Vale, Pierre Fabre e Ecolab. Sandra foi pesquisadora e professora da Universidade Estadual do Amazonas e da Universidade Federal do Amazonas por 20 anos.

Até 2020, porém, ela não conseguiu aumentar os ganhos da Amazon Doors, por falta de orientação. Ela voltou então para Santa Catarina (onde nasceu) e buscou ajuda no ecossistema local. "Encontrei orientações claras e objetivas que proporcionaram a reestruturação do nosso modelo de negócio."

Hoje, sob apoio da Fundação Certi, entidade sem fins lucrativos que opera mecanismos de inovação em Florianópolis, ela estuda, no sul do País, novas formas de monetizar o negócio voltado para o norte brasileiro. A mesma discrepância acontece, por exemplo, no Centro-Oeste, região marcada pelo agronegócio.

Segundo a plataforma Agro Hub Brasil, administrada pelo governo federal, a região Centro-Oeste tem nove agentes de inovação reconhecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Em comparação, o Estado de São Paulo tem 20.