Além de todos os prejuízos à saúde da população e ao meio ambiente, as queimadas, ainda mais frequentes nesta época do ano, também geram um alerta nas distribuidoras e transmissoras de energia elétrica, por conta dos riscos dos incêndios em terrenos baldios ou em áreas rurais sob as redes. Para se ter uma ideia, em 2021, Bauru teve 112 interrupções no fornecimento de eletricidade por conta das chamas.
Um levantamento feito pelo Centro de Operações da CPFL Paulista mostra que a cidade liderou o ranking da região no ano passado. Botucatu ocupou a segunda posição com 22 casos e Jaú ficou em terceiro lugar, com 18 (veja mais no quadro).
Bauru também foi o segundo município com mais ocorrências de toda a área de cobertura da CPFL Paulista, ficando atrás apenas de Campinas, que teve 168 interrupções em 2021.
E, nos primeiros seis meses de 2022, o número de casos em Bauru já chega a 52. "Nosso trabalho de conscientização com o Guardião da Vida visa diminuir, ano após ano, o número de queimadas e ter o menor impacto possível no serviço prestado, e também alertar que, de modo geral, são prejudiciais para o meio ambiente e à saúde humana. Além dos prejuízos à distribuidora, as queimadas geram destruição ambiental dos biomas e áreas que elas afetam, além de emitirem gases poluentes e fumaça, que causam mal à saúde, quando inalados", afirma José Carlos Brizola, gerente de operações de Campo da CPFL Paulista.
PODA
Os incêndios sob a rede de distribuição de energia são, muitas vezes, causados pelo uso do fogo como método de poda de algumas plantações.
"O impacto das queimadas é maior ainda quando acontecem sob as linhas de transmissão, responsáveis pelo abastecimento de regiões inteiras", reforça Brizola.