10 de julho de 2026
Nacional

'Marido de cônsul alemão foi vítima de crime intencional'

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Rio de Janeiro - A delegada Camila Lourenço, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, afirmou nesta segunda-feira (8) que um traumatismo craniano resultou na morte do belga Henri Maximilien Biot, 52 anos, e que ele foi vítima de um crime intencional.

O marido dele, o cônsul alemão Uwe Herbert Hahn, 60 anos, está preso desde o último sábado (6) sob suspeita de ser o autor do homicídio. O belga foi encontrado sem vida na cobertura em que o casal vivia em Ipanema, na zona sul da capital.

"Não há dúvidas em relação à existência ou a prática de crime doloso contra a vítima", disse a delegada titular da 14ª DP.

A reportagem procurou Leonardo Monteiro Villarinho, advogado do cônsul alemão, mas ele não atendeu as ligações.

ESPANCAMENTO

De acordo com Lourenço, as características do corpo do belga sugerem que ele possa ter sido espancado. "Dizem que cadáver não fala, mas ele fala sim. Através das múltiplas lesões espalhadas pelo corpo a gente consegue ter uma noção de como ocorreu aquele evento."

A delegada confirmou haver vestígios de sangue na cama do quarto e no banheiro.

O apartamento no Rio foi limpo antes da chegada da perícia. Esse foi um dos argumentos usados pela Justiça para manter a prisão do cônsul alemão.

Segundo depoimento do suspeito, após o belga passar mal, caiu na divisa da sala com a varanda, batendo a cabeça.

O exame de necropsia do IML constatou hematomas, escoriações e outros tipos de lesão em mais de 15 pontos do corpo. A causa da morte foi traumatismo craniano causado por "ação contundente".