11 de julho de 2026
Geral

Tibiriçá volta a cobrar prefeitura contra tráfego de veículos pesados

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Quase um ano após os moradores do distrito bauruense de Tibiriçá organizarem um abaixo-assinado e entregarem para a prefeitura e Emdurb para tentar resolver um problema com a passagem de treminhões por dentro do perímetro urbano, nada foi feito. E o sentimento é de esquecimento por parte do Poder Público, afirma Gilmar de Jesus Ramos da Silva, 36 anos, que mora no local desde 2011 e fez reformas em sua casa que estão sofrendo rachaduras com as trepidações que os veículos pesados fazem no solo. O Município encara a rota como "natural" (leia mais abaixo).

Conforme o JC noticiou em setembro de 2021, treminhões e bitrens atravessam as ruas estreitas do distrito levando cana-de-açúcar e eucalipto para usinas e indústrias da região. Em alguns pontos de Tibiriçá o pavimento apresenta depressões e os veículos passam arrastando uma densa nuvem de poeira, situação agravada pela estiagem.

Nesta segunda-feira (8), Gilmar Ramos disse que, de quase um ano para cá, a prefeitura nem sequer se preocupou em posicionar se está avaliando o caso ou não. "O nosso subprefeito não pode fazer nada, está de mãos atadas porque não depende dele. Os treminhões quebram galhos de árvores, fiação de energia e calçadas, levantando muita poeira, passando perto das casas", reclama o munícipe. Ele acrescenta que também procurou o vereador Marcelo Afonso (Patriota).

Segundo o parlamentar, ele apurou que o distrito virou rota devido às indústrias quererem economizar com um pedágio de Avaí. Estes treminhões não podem passar pelo perímetro urbano. Precisa ter fiscalização, colocar placas na entrada e uma equipe do GOT comparecer ao local. Mandei e-mail para as empresas responsáveis por estes caminhões, mas não obtive resposta. Também protocolei um ofício na prefeitura em 29 de setembro do ano passado, mas até hoje não tive retorno também", comenta Marcelo Afonso.

Procurada pela reportagem, a Emdurb diz que encaminhou para o gabinete da prefeita Suéllen Rosim (PSC) o processo que trata sobre esse assunto, no dia 28 de outubro de 2021, mas o Poder Executivo não respondeu o documento.

"CAMINHO NATURAL"

Por meio de nota, via assessoria de imprensa, a prefeitura diz que as ruas do distrito de Tibiriçá são um caminho natural para os caminhões com destino à plantação de eucalipto e às lavouras de cana-de-açúcar da fazenda situada nas proximidades. Segundo o texto, é estudado a viabilidade de uma rota alternativa. O assunto foi discutido em reunião recente com diretores da empresa Bracell, com as presenças da prefeita Suéllen Rosim, do secretário de Obras, Leandro Joaquim; de Agricultura e Abastecimento, Jorge Abranches; e do chefe de Gabinete, Rafael Lima Fernandes.

"De acordo com a Subprefeitura do Distrito de Tibiriçá, representantes da empresa Bracell e da fazenda de produção de cana-de-açúcar se prontificaram ainda a consertar os possíveis danos no asfalto e nas guias e sarjetas provocados pela passagem dos caminhões nas ruas", finaliza a nota.

O prazo de solução para o problema dos contribuintes de Tibiriçá, mais uma vez, não foi divulgado.