08 de julho de 2026
Cultura

Cia Sigma, que obteve a 4.ª posição no Festival de Joinville, critica a falta de apoio municipal

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Considerado o maior espetáculo e campeonato de dança no mundo, o Festival de Dança de Joinville, realizado de 19 a 30 de julho, terminou com a Sigma como a 4.ª colocada no ranking geral da competição. O resultado positivo garantiu a classificação da escola de dança bauruense para o festival de 2023, mas, em razão da falta de apoio reiterada da Secretaria Municipal de Cultura, a companhia cogita levar o nome de outra cidade para o evento.

Na edição deste ano, o Festival de Joinville contou com mais de 10 mil dançarinos e cerca 4 mil coreografias inscritas por grupos de dança de 23 Estados do Brasil e também do Exterior.

No ranking geral, o 1.º lugar ficou com o Grupo de Formação ATM, de Belo Horizonte. A 2.ª posição foi conquistada pelo Raça Centro de Artes, de São Paulo, e o 3.º lugar ficou com o Teatro Escola Basileu França, de Goiânia. A Cia Sigma levou 65 bailarinos para a competição e teve 7 coreografias premiadas, sendo 6 danças urbanas, da coreógrafa Fran Manson, e uma de dança contemporânea, do coreógrafo e intérprete Gabriel Woelke. Faturaram o primeiro lugar as danças: "Relógio" (categoria danças urbanas conjunto júnior), "Criogenia" (categoria danças urbanas solo masculino sênior) e "Olho no Olho" (categoria danças urbanas conjunto sênior). As duas últimas citadas são bicampeãs na competição.

Ainda conquistaram o segundo lugar no festival as danças: "Só tem Essa" (categoria danças urbanas duo sênior), "Paranormal" (categoria danças urbanas solo feminino sênior) e "Equanimidade" (dança contemporânea solo masculino sênior).

A escola foi ainda a terceira colocada em danças urbanas duo júnior com a dança "Tempo de Resposta". "A Sigma mais uma vez marcou presença no maior festival de dança do mundo. Com apoio dos professores, funcionários e pais, pudemos novamente destacar o nome de Bauru de forma brilhante. As cidades acima de nós no ranking são capitais, Belo Horizonte, São Paulo e Goiânia, o que ressalta nosso destaque", compara Karen Teixeira, diretora geral da escola.

FALTA DE APOIO

Karen explica, contudo, que os gastos para a presença no festival são altos e que a escola até conseguiu alguns patrocinadores, o que deu fôlego para que a viagem ocorresse, mas a preocupação financeira ainda permeia alunos e pais, já que só o transporte chegou a quase R$ 30 mil.

"Para 2023, estou avaliando se competiremos por Bauru ou por alguma cidade da região, pois a falta de apoio pelo segundo ano consecutivo me fez repensar se vale a pena destacarmos tanto o nome da cidade, sendo que para os administradores nós somos uma empresa privada e não existe a obrigatoriedade de qualquer colaboração, seja com transporte ou até mesmo financeira", pontua Karen. "Questiono isso, pois vi escolas competidoras em Joinville sendo ajudadas por suas prefeituras, independente de serem privadas, pois eles valorizam a arte", acrescenta a diretora da unidade, dizendo ter enviado dois ofícios à Cultura solicitando ajuda.

EMBASAMENTO LEGAL

Ao ser acionada pela reportagem, em nota, a Secretaria de Cultura parabeniza a companhia de dança pelos resultados e explica "que envidou esforços para atender a solicitação, mas não encontrou embasamento legal ao apoio solicitado, pois se trata de instituição particular". A pasta finaliza que "está à disposição para recebimento de demandas e atende aquelas em que há previsão legal que permita o apoio".