09 de julho de 2026
Polícia

Dívida de R$ 500 motivou morte com barra de ferro

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil de Bauru, por meio da 3.ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), esclareceu o assassinato do homem de 69 anos, que morreu com uma barra de ferro atravessada no pescoço, neste final de semana. R.S.R. (somente as iniciais foram divulgadas pela corporação) foi preso na tarde desta quinta-feira (11) e confessou a autoria do crime. O acusado alegou que a morte ocorreu após briga por conta de uma dívida de R$ 500,00.

Conforme o JC noticiou, a vítima foi encontrada morta na manhã de sábado (6), no quintal da própria casa, na rua D'Annuncio Cammarosano, no Parque Viaduto. O portão de madeira do imóvel estava arrombado e seu carro, um Celta prata, havia desaparecido.

Segundo o delegado da Deic responsável pelas investigações, Rogério Dantas, a corporação recebeu a informação de que o veículo estaria estacionado no interior de um motel na rodovia Engenheiro João Cabral Rennó, na Estância Balneária Águas Virtuosas, em Bauru.

Os policiais civis, então, se dirigiram até o estabelecimento e, com a entrada franqueada por um funcionário, encontraram o carro no local. O trabalhador informou ainda que a pessoa em posse do Celta estava há cerca de três dias hospedada ali. Com isso, as equipes fizeram a abordagem de R.S.R..

MOTIVAÇÃO

Quando questionado, o autor do crime, que é mecânico de automóveis, confessou que teria prestado um serviço para a vítima, no valor de R$ 500,00. Segundo ele, contudo, o idoso não teria feito o pagamento. Por isso, teria ido até a casa dele para cobrar a dívida. No entanto, acabaram se desentendendo e, durante a briga, R.S.R. usou de um vergalhão para cometer o assassinato.

"Quando indagado sobre o referido automóvel, o suspeito confessou que fugiu com o veículo da vítima e se escondeu junto com sua companheira no motel. Disse, ainda, que sua intenção não era deixar o carro no local, mas que o mesmo não ligou mais. Por este motivo, o deixou ali estacionado", detalha o delegado.

Segundo Rogério Dantas, o caso é investigado como homicídio porque, a princípio, acredita-se que a intenção inicial do autor seria assassinar a vítima, e não levar o veículo. Porém, no decorrer do inquérito, a depender das provas que serão coletadas, a natureza do crime pode ser alterada para latrocínio (roubo seguido de morte).

TEMPORÁRIA

Diante dos fatos, os policiais conduziram R.S.R. à delegacia e representaram pela prisão temporária do acusado, que foi concedida pelo Poder Judiciário.

Em seguida, ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Avaí - unidade destinada ao recebimento de presos temporários -, onde permaneceu à disposição da Justiça. O custodiado também passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Bauru.

O veículo da vítima foi apreendido pela Polícia Civil. A barra de ferro já havia sido recolhida.