08 de julho de 2026
Articulistas

1, 2, 3 e Jô

Professor Sinuhe
| Tempo de leitura: 1 min

A TV em preto e branco, outrora de válvulas, de botões, de quebrar e entristecer a família, pois a demora para o conserto tirava o concerto da família!

Os programas eram diversificados, Família Trapo, novela Irmãos Coragem... O diamante de João Coragem seria a pedra no caminho de Drummond?

Que novela longa, mas nos tornou todos irmãos e de coragem!

Minha mãe adotiva xingava o Jô, não gostava dele, chamava-o, sem saber ser uma visionária, de João Gordo! Mal sabia que haveria o punk João Gordo, de Ratos de Porão, e não do Porão, será que porão Gramática na minha cabeça até quando?

Sebastiana implicou com o Jô até quando ele emagreceu, não sabia que o torcedor do Fluminense pregava : “Faça humor, não faça guerra!”. Eu sempre interpretei as propagandas, gostava do menino da “geladeiRRa” ou de “Quem bate? É o frio!” ou queria que a vida fosse “Tudo Magiclick, Tudo Magiclick”. Eu quis ser Silvio Santos para animar e quis ser Jô Soares pela inteligência! Ele foi general, foi político, foi Norminha, foi Capitão Gay, escreveu e desvendou “O Homem que matou Getúlio Vargas”, Jô foi amado por quem o tentava o ser e odiado por quem não se atentava ao ser!

O texto iria longe, mas já batem Onze e Meia, seja no SBT ou na Globo, falar o que de um cara que tem Eu, Gênio, no nome? Morra o Hipócrita e Viva o Gordo!

Muito obrigado, Jô!

O autor acha que pode ser um Garoto de Programa, mas só de TV!