11 de julho de 2026
Regional

Após flagrante de corrupção na Ciretran, alguns despachantes serão investigados

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Vera Cruz - Uma funcionária da Ciretran de Vera Cruz (90 quilômetros de Bauru) foi presa em flagrante pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (11), suspeita de corrupção e inserção de dados falsos no sistema do órgão. Nesta sexta (12), na audiência de custódia, ela foi liberada pela Justiça para responder em liberdade. Além da atuação da funcionária, despachantes que seriam beneficiados pelo esquema também serão investigados.

Segundo nota da Polícia Civil, durante visita à Ciretran de Vera Cruz para apresentação do novo diretor da unidade, o superintendente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) constatou que uma funcionária estaria realizando as operações indevidas no sistema de informação do órgão, incluindo transferências de propriedade e licenciamento de veículos, sem existência de qualquer protocolo, físico ou digital.

"Diante do crime de inserção de dados falsos, o superintendente relatou o fato aos policiais civis de Vera Cruz", cita a nota. "Ela confessou, então, que realizava transações para dois despachantes de Marília, sem pagamento de determinada taxa". Autuada em flagrante pela inserção de dados falsos e por corrupção, a funcionária, que não teve o nome divulgado, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça.

Em nota, o Detran ressaltou que a auxiliar administrativa da Ciretran de Vera Cruz foi presa a partir de denúncia feita pelo superintendente regional de Bauru do Detran. "A autarquia vai instaurar processo administrativo que pode culminar na demissão da funcionária. Os acessos aos sistemas dos serviços de trânsito foram bloqueados e os veículos envolvidos serão verificados e bloqueados", informou.

"Caso seja constatada a participação de despachantes, esses profissionais também responderão a processo. Todos terão direito à defesa, conforme prevê a legislação". O órgão revelou que, para evitar fraudes, criou uma área de fiscalização. "Nos últimos três anos, foram realizadas 4,8 mil diligências internas e externas, que geraram descredenciamento de parceiros e processos administrativos contra funcionários", declara.