10 de julho de 2026
Política

Burocracia leva 15 dias e a campanha deve durar pouco mais de um mês

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Embora aberta oficialmente nesta terça-feira (16), a contagem regressiva para as eleições de 2 de outubro, com o início do prazo para que candidatos e candidatas peçam votos aos eleitores, a campanha deve ser, na realidade, de cerca de 30 dias. As próximas duas semanas devem ser de regularização burocrática, escolha de material publicitário, contratação de equipe e definição de possíveis estratégias para a maioria dos candidatos ouvidos pelo JC. Mas uma constatação possível dois dias após a abertura do prazo é que a preocupação dos eleitores com as fake news pode fortalecer a retomada do tradicional corpo a corpo, sem com isso reduzir a importância do desempenho virtual das candidaturas.

Com a liberação de recursos pelos partidos apenas após a inclusão das candidaturas no sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sendo comum antes disso ocorrerem impugnações por falta de documentos, estima-se que apenas entre os dias 20 e 25 de agosto, quando o material impresso, por exemplo, já estiver disponível e as equipes contratadas, será mais fácil identificar o clima de eleição.

30 DIAS

Com a estimativa de que o prazo efetivo de campanha seja de cerca de 30 dias, candidatos em busca de reeleição ou aqueles que tentam uma vaga pela primeira vez, por exemplo, ao Legislativo, seja para assembleias estaduais como para a Câmara Federal, têm vantagens e desvantagens na busca pelo voto.

O que já pode ser percebido nestes primeiros dias de campanha é que parte dos eleitores que dizem querer mudanças se mantém relutante quando as pessoas se apresentam como candidatos.

FAKE NEWS

Embora parte dos candidatos avalie que as fake news afetarão apenas as campanhas majoritárias, para o governo federal e os estaduais, outros alegam que em poucos dias já foi possível perceber a preocupação do eleitor com a disseminação de notícias falsas, a ponto de refletir sobre a necessidade de maior empenho do chamado corpo a corpo para garantir apoio. Isso sem menosprezar a importância das campanhas virtuais.

Alguns veem como essencial voltar suas atenções para as campanhas de rua como sendo o contato direto e presencial a forma mais eficaz para o convencimento político. E se não for possível o contato físico com cada eleitor em busca do voto de varejo, a estratégia de usar material impresso ainda é uma das melhores opções.

POLARIZAÇÃO

Assim como o efeito das notícias falsas ainda divide opiniões entre os candidatos, também não há unanimidade sobre o quanto a polarização na disputa pelo governo federal e as configurações partidárias na campanha ao governo estadual impactarão nas eleições secundárias.

Há quem acredite que o efeito só vai atingir os candidatos majoritários, já que as candidaturas ao Legislativo são mais regionalizadas e menos sujeitas à polarização. Mas parte dos candidatos de Bauru consultados acredita que já foi possível perceber, mesmo antes do fim da primeira semana de campanha, que os eleitores estão propensos a criticar as ligações partidárias, e por isso será necessário convencer o eleitor de que candidatos a deputado, por exemplo, seguem necessariamente a mesma definição devido à fidelidade partidária.