Onde pouca coisa era o que parecia ser. Nele, parecia haver harmonia entre os vários poderes da república, bem como entre estes com a mídia, artistas... pois, periodicamente, todos se beneficiavam do dinheiro público, oriundo de acordos diversos entre as partes. Mas, de repente, surge um novo presidente da República eleito, justamente, para acabar com esta farra. Ele é turrão e só pensa em fazer tudo certo dentro da lei, em benefício da população. Começa pelo setor mais carente: leva água pra todos, constrói estradas e pontes, procurando evitar que espertalhões tirem vantagens com caminhões pipa e pedágios. Acaba com os agrados à mídia disfarçados de propaganda, e com agrados aos artistas buscando apoio político, e por aí vai. Entretanto, a estas ações do presidente começa uma reação contrária cada vez maior.
Já sei o que fazer, diz um líder desta oposição ao seu grupo. Vamos organizar uma grande aliança contra o presidente, pedindo à mídia prejudicada para não mostrar nada de bom que este governo faça, justamente para não o promover. Divulgar apenas coisas ruins, criando sempre suspeitas sobre seu governo. Caso sejam esclarecidas, a gente inventa outra, mantendo-o sob pressão. Vamos também acusar o presidente de fazer discursos de ódio e atentar contra a democracia, insinuando que prepara um golpe para se perpetuar no poder. A gente sabe que ele não faz nada disso: só é um chato reclamão do processo eleitoral e das ingerências do "Super Supremo" no seu governo. E, assim procedendo, ninguém vai suspeitar de nós, pois estaríamos seguindo Lênin: "acuse os outros daquilo que você faz, chame-os do que você é".
Pra surpresa de todos, de repente, chega ao País um novo vírus, gerando a pandemia de "covid-19", que começa a matar muitas pessoas. A oposição ao governo vê uma oportunidade de ouro para atacar mais, e adota "genocida" como algo a ser colado no presidente, procurando alçá-lo ao mesmo patamar de: Mao, Stalin e Hitler. Nossa, disse alguém surpreso, mas esses foram genocidas de fato, pois mandaram matar milhões de pessoas de proposito: Mao 70 milhões, Stalin 20 milhões e Hitler 16 milhões. Vocês não acham que isso é exagerado demais, e corremos o risco de perder a credibilidade? Precisamos arriscar e pensar no nosso futuro, disse outro! Isto pode ser justificado se culparmos o presidente de atrasar a compra das vacinas. Lógico que o atraso vai ocorrer de qualquer jeito, pois o vírus é novo e demora para se fazer vacinas eficazes, além do que o Congresso tem também que autorizar. Vamos procurar ajuda do SS (Super Supremo) para tirar do presidente a gerência da pandemia, e transferir esta função aos governadores e prefeitos, deixando pra ele apenas a compra das vacinas e ajuda financeira. Mas, se alguma coisa der errada, a gente joga a culpa nele mesmo.
Para alegria da oposição, a pandemia gera no País um desequilíbrio entre "oferta e procura" de produtos de primeira necessidade (alimentos, gás, combustível...), ocasionando inflação de preços, o mesmo acontecendo no restante do mundo. Entretanto, o presidente logo cria uma ajuda emergencial às pessoas que viviam do trabalho informal, pois foram prejudicadas pelo: "fica em casa, a economia a gente vê depois". Promove também ajuda às empresas que não demitissem funcionários, para tentar preservar o máximo possível dos empregos, e cria um programa permanente de "auxílio" mais substancial às pessoas carentes. Mas, quando tudo caminha para um controle razoável, surge a guerra entre Rússia e Ucrânia, causando um novo desequilíbrio econômico, que prejudica o mercado internacional na oferta dos produtos essenciais, aumentando ainda mais a inflação mundial, que acaba refletindo na inflação nacional. A oposição delira!
Nesta nova fase, o governo negocia com êxito no mercado internacional, as necessidades imediatas, e começa a reduzir impostos visando minimizar o desequilíbrio de preços dos combustíveis. Melhora ainda mais os auxílios aos setores carentes, conseguindo índices sociais e econômicos animadores, comparados com EUA, Europa e Japão: PIB e empregos aumentando, e inflação diminuindo. Este País, quase imaginário para alguns, tem se saído vitorioso perante as sérias dificuldades que passou (infelizmente, muitas até fabricadas internamente), graças a um presidente firme em suas convicções.
E, se cairmos na real, com ele poderemos seguir avançando, e também preservar a democracia. Qual outra opção? Ela existe e está longe de ser imaginária: é bem conhecida e preocupante, inclusive na preservação da democracia!