09 de julho de 2026
Política

Lula afaga Dilma e defende estado laico em comício

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afagou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e criticou a participação de igrejas na campanha, numa referência ao apoio de pastores evangélicos ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Lula participou de comício no vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, neste sábado (20).

O petista, em seu discurso, afirmou que falaria de religião "porque está na moda". "As igrejas não têm que ter partido político, porque têm que cuidar da fé e da espiritualidade, não da candidatura de falsos profetas", disse.

"Tem muita fake news religiosa correndo por esse mundo, tem demônio sendo chamado de Deus e tem gente honesta sendo chamada de demônio", afirmou em crítica a Bolsonaro para, em seguida, emendar que estão fazendo "igreja de palanque político ou empresa para ganhar dinheiro".

"Eu defendo o Estado laico, o Estado não tem que ter religião, todas as religiões têm que ser defendidas pelo Estado", completou.

Lula estava acompanhado de seu vice, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), do ex-prefeito Fernando Haddad, candidato do PT ao Governo de São Paulo, e do ex-governador Márcio França (PSB), candidato ao Senado pela chapa encabeçada por Haddad.

Estavam presentes ainda Lúcia França, mulher de França e vice na chapa de Haddad; e as esposas dos candidatos Ana Estela Haddad, Lu Alckmin e Janja.

Bolsonaro foi chamado de tchutchuca diversas vezes em discursos de líderes de movimentos de esquerda e sindicais. É uma referência à briga do presidente, na quinta (18), com um youtuber que o chamou de "tchutchuca do centrão".

França pregou que a eleição seja vencida por Lula no primeiro turno e ironizou Bolsonaro, chamando o de tchutchuca "da braveza, das armas e das coisas infelizes".

A escolha do local está marcada pelo simbolismo. Em abril de 1984, milhares de pessoas ocuparam o espaço para o comício das Diretas Já, movimento que pedia o fim da ditadura militar e a volta de eleições diretas para presidente.