11 de julho de 2026
Internacional

Taiwan faz alerta sobre 'preço alto' de potencial invasão da China

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Taipé - A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, afirmou nesta terça-feira (23) que a província está determinada a se defender de inimigos, destacando que potenciais invasores -uma indireta pouco velada à China- pagarão um "preço alto" caso incorram em ofensivas contra o território.

A declaração ocorre em meio à intensificação das manobras militares executadas pela China ao redor da ilha após a viagem da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, a Taipé. Pequim considera Taiwan uma província rebelde e parte inalienável de seu território. A visita de autoridades americanas, nesse contexto, representaria violações da soberania chinesa.

"O que temos que fazer é deixar o inimigo entender que Taiwan tem a determinação e preparação para defender o país, bem como a capacidade de se defender", disse Tsai. "Um alto preço será pago por invadir Taiwan ou tentar invadir Taiwan, e isso será fortemente condenado pela comunidade internacional."

BOMBARDEIO 823

Além do cenário de tensão crescente, a fala da presidente de Taiwan ocorre na data em que a ilha comemora o 64º aniversário de um confronto conhecido como "bombardeio 823". Na ocasião, em 1958, forças taiwanesas repeliram um ataque da artilharia chinesa às ilhas Kinmen e Matsu, perto da costa continental -uma vitória que simboliza a resistência da província ao poderio militar de Pequim.

Reunindo-se com oficiais militares, Tsai exaltou o espírito de defesa de Taiwan. Naquele ano, a China disparou 470 mil projéteis em direção às ilhas, num ataque que durou 44 dias e matou 618 pessoas.

Embora tenham abandonado relações diplomáticas formais com Taipé em 1979, os EUA continuam sendo a fonte de armas mais importante de Taiwan. Inclusive, a aproximação entre Washington e a província tem incomodado Pequim, que considera este o ponto mais sensível na relação entre os dois países.