11 de julho de 2026
Geral

DAE recebe quase um pedido por hora para desentupir rede de esgoto

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

O DAE registra, em média, 19 pedidos de desentupimento de rede de esgoto por dia, praticamente um a cada hora. Segundo dados da autarquia, nos últimos doze meses, foram registrados 4.470 chamados para realizar o serviço em caixas de inspeção e outros 2.618 para poços de visita, totalizando 7.179 solicitações. Entre os motivos para tantos chamados, estão o descarte de materiais impróprios na tubulação e também ligações irregulares das tubulações de água de chuva, situação que pode gerar inclusive multa (leia mais abaixo).

Os bairros com maior incidência de entupimento são Parque Jaraguá e Jardim Bela Vista, justamente duas das regiões mais populosas da cidade. Juntos, somaram 1.442 pedidos de desobstrução desde julho do ano passado.

De acordo com o DAE, é comum encanadores removerem da rede papéis, plásticos, absorventes, pedaços de pano, estopas, preservativos, filtros de cigarro, madeira e restos de comida.

Contudo, há casos em que ossadas bovinas, rodas de bicicleta e até vestido de noiva vão parar nos canos. “Ainda há muito descuido e falta de conscientização da população. Esses tipos de materiais deveriam ser encaminhados para o lixo, destinação apropriada para resíduos sólidos”, explica Luiz Fellipe Sorroche, engenheiro civil da Divisão Técnica do DAE.

CAMINHO INVERSO

O resultado do descaso, frequentemente, é o retorno de dejetos nos imóveis. Como no caso da rua Max da Fonseca Prado, no Pousada da Esperança 2, onde o problema é recorrente, relata o morador César Ferreira. “A gente não aguenta mais o desconforto e o mau cheiro dentro de casa”, reclama, em uma postagem em sua rede social.

Segundo o DAE, servidores desobstruíram a tubulação nesta terça-feira (23). Após a serviço, o morador fez nova publicação, agradecendo aos servidores da autarquia.

No Jardim São Judas, região do Octávio Rasi, Elvis Pereira relata o transtorno que tem passado com um vazamento na rua Carlos Mutro Filho. “Tem várias casas aqui, crianças que brincam... e o cheiro, à noite, é terrível”, diz o morador, em vídeo enviado ao JC. De acordo com o DAE, servidores realizaram a desobstrução da rede também.

Possíveis causas do retorno dos dejetos são ligações clandestinas de água pluvial da rede de esgoto, diz a autarquia. Outra situação, aponta o órgão, é a existência de caixas de inspeção irregulares que entopem constantemente com barro, já que a rua não tem asfalto.