11 de julho de 2026
Política

Lixo: transbordo e um novo aterro são opções defendidas em reunião

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 3 min

A reunião pública chamada pelo vereador Marcelo Afonso (Patriota), realizada nesta quinta-feira (25), na Câmara de Vereadores, que tratou da coleta, destinação final e valores pagos pela Prefeitura de Bauru pelo lixo coletado pela Emdurb foi praticamente focada na implantação de uma área de transbordo do lixo e criação de novo aterro na cidade. Atualmente, são recolhidas cerca de 290 toneladas de lixo por dia em Bauru. A Emdurb faz 56 viagens diárias com seus próprios caminhões até Piratininga para levar o resíduo sólido recolhido.

A proposta de fazer a separação e destinar a sobra do que não pode ser reciclado foi defendida pelo vereador que organizou a reunião. Em sua avaliação, o serviço que seria prestado por integrantes de cooperativas da cidade geraria um aumento de 30% na coleta do material reciclável, que passaria a ser comercializado diretamente pelos cooperados, garantindo o ganho social para a proposta.

O transbordo seria feito em uma área localizada ao lado das lagoas de chorume do antigo aterro da cidade. No mesmo espaço, está prevista a ação da empresa que vencer a licitação para destinação final do lixo (PPP do Lixo), cuja proposta do Poder Executivo tramita na Câmara, mas encontra resistências.

A proposta discutida na reunião considerou, principalmente, exemplo da cidade de Marília, onde Marcelo Afonso esteve juntamente com o vereador Coronel Meira (União Brasil) para conhecer detalhes do serviço.

Meira destacou os custos do funcionamento do trabalho na cidade vizinha com os que são pagos por Bauru. "Enquanto em Bauru hoje sai a R$ 300,00 a tonelada, em Marília toda a operação custa R$ 276,00 a tonelada". E defendeu a criação da área de transbordo. "Bauru precisa construir a área de transbordo, onde receberia todo o resíduo coletado diariamente, faríamos a separação e as cooperativas poderiam absorver o que é reciclável e o que é resíduo orgânico vai para um aterro", comentou.

Vereador Guilherme Berriel (MDB) defendeu ações ligadas ao lixo que gerem renda para o município e não apenas despesas, como ocorre atualmente, segundo ele.

DIFICULDADES

Sobre a sugestão, o diretor de limpeza pública da empresa, Fabiano Serpa, opinou que o serviço pode ser uma solução apenas no futuro, devido à dificuldade de implantar a infraestrutura necessária neste momento.

Já o presidente da Emdurb, Everson Demarchi, ressaltou que o contrato atual com a prefeitura inclui o transporte até Piratininga, o que teria que ser revisto. E quanto à criação do aterro, considerou que apenas para início da primeira fase seria preciso um estudo estimado em R$ 2 milhões, dinheiro que a empresa não tem para investir.

O diretor de departamento da Semma Sidnei Rodrigues apontou dificuldades para por em prática as duas ações, devido ao trâmite da proposta de PPP do Lixo na Câmara.

Em sua opinião, o mais viável seria implantar a área de transbordo e depois da separação enviar o rejeito para Piratininga.

E o secretário de Meio Ambiente, Levi Momesso, avaliou a urgência de decidir se haverá a concessão, que tramita na Câmara, para que sua secretaria ou a Emdurb iniciem os processos para um novo aterro e a construção da área de transbordo e triagem, mesmo que o rejeito continue sendo levado para Piratininga.