Vaticano - O papa Francisco pediu nesta quinta-feira (25) que a Coreia do Norte o convide para uma visita ao país. Em entrevista ao canal de televisão sul-coreano KBS, o pontífice disse que não vai desperdiçar nenhuma oportunidade de trabalhar pela paz.
"Vou lá assim que eles me convidarem. Estou dizendo que eles deveriam me convidar. Não vou recusar", afirmou. "O objetivo nada mais é que a fraternidade."
Uma possível ida de Francisco a Pyongyang marcaria a primeira viagem de um papa à Coreia do Norte, que não permite que padres fiquem permanentemente alocados no país. Devido às restrições, pouco é conhecido sobre a quantidade de cidadãos católicos ou como eles praticam sua fé.
A possibilidade de uma visita do líder religioso à Coreia do Norte já havia sido estudada em 2018, quando o então presidente sul-coreano, Moon Jae-in, que é católico, estabeleceu contatos com o líder norte-coreano Kim Jong-un. Na ocasião, ele afirmou que a ida de Francisco ao país vizinho ajudaria a construir a paz na península coreana.
Segundo Moon, o ditador norte-coreano teria dito durante uma cúpula que Francisco seria recebido com entusiasmo em seu país.
Na época, autoridades do Vaticano disseram que o Papa, que fez muitos apelos pela reaproximação entre as duas Coreias, poderia considerar a viagem sob certas condições e se recebesse um convite oficial. No entanto, os contatos entre Pyongyang e Seul foram interrompidos após o fracasso da segunda reunião entre Kim e o então presidente americano Donald Trump, em fevereiro de 2019.