30 de abril de 2026
Geral

Mesmo com recursos digitais, troca de figurinhas presencial ainda é tradição

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

A tradição de colecionar álbum da Copa do Mundo contempla um ritual considerado 'sagrado' por muita gente: a troca de figurinhas. Para estas pessoas, garimpar os cards é o ápice dessa diversão. E, apesar dos recursos digitais, como grupos de WhatsApp e aplicativos para facilitar o câmbio, o contato presencial segue fundamental para aqueles que têm peregrinado, há 10 dias, pelos pontos de encontro para negociar os cromos.

Em alguns casos, inclusive, usam os recursos online justamente para agendar data e horário para um 'tête-à-tête'. É o que conta, por exemplo, o empresário José Eduardo Barone, de 55 anos. Ele esteve na Banca Aeroporto para comprar novos pacotes de figurinhas para seu álbum, já pela metade, e se deparou com várias pessoas fazendo trocas.

"Tivemos a ideia, então, de criar um grupo no WhatsApp para mandarmos os jogadores que temos e trocarmos. Adicionamos as pessoas do nosso convívio que estão colecionando. Mas acabou que, até agora, o grupo tem servido mais para combinarmos o dia e horário que vamos nos encontrar pessoalmente para fazer trocas", relata, afirmando que o objetivo é adicionar mais colecionadores para o grupo crescer.

Barone destaca que, neste domingo (28), será realizada a primeira reunião "oficial" dos integrantes para o câmbio de figurinhas na Banca Aeroporto. Qualquer um pode participar.

GERAÇÕES

Outro ponto considerado clássico é a banca de jornal do Supermercado Tauste, da Rio Branco. Por lá, em plena quarta-feira (24), pouco depois das 16h, cerca de 15 pessoas das mais variadas faixas etárias avaliavam cromos. O advogado Fábio Burian, de 42 anos, que está montando o álbum junto com a filha de 8 anos, já havia trocado mais de 60 figurinhas em apenas alguns minutos de conversa com o professor Leonardo Soares, de 26 anos.

"Eu coleciono desde a Copa do Mundo de 1990, só pulei a de 2006. Tenho todas essas edições completas e guardadas até hoje. E, sobre o álbum deste ano, faltam ainda cerca de 200 para completar. Mas devo terminar em breve. Quero vir trocar sempre que der. É uma época gostosa, de muita interação, que só acontece de quatro em quatro anos", comenta o advogado.

Já Leonardo coleciona álbuns justamente desde a Copa de 2006, que ocorreu na Alemanha. "Essa coisa de sair para comprar e trocar figurinhas para completar o álbum era um momento muito bacana que eu tinha com o meu pai quando mais novo. Hoje ele abandonou o hábito porque está muito caro, mas eu continuei. Gosto bastante de colecionar. Isso que eu nem gosto de futebol. Já investi cerca de R$ 600,00 até agora, mas é engraçado que não tirei nenhuma figurinha daquelas raras", detalha o professor.