Uma das 11 opções de voto do eleitorado para a Presidência da República, no pleito de 2 de outubro, a economista, professora universitária e musicista paulistana Sofia Manzano, 51 anos, esteve no Café com Política do Jornal da Cidade e falou sobre as propostas de mudanças na condução do País. Ela leciona na Universidade Estadual do Sudoeste Da Bahia (UESB), na cidade de Vitória da Conquista, onde reside. A presidenciável concorre pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), na qual milita desde 1989, e as principais bandeiras da candidata e da legenda são a revogação da Reforma Trabalhista e a redução da jornada de trabalho.
Ela aponta que a situação política nacional atual é carente de debates importantes para tirar o Brasil da miséria. "As candidaturas atuais estão espetaculares. Precisamos ter propostas e programas efetivos de governo. Os estudantes universitários que precisam trabalhar simultaneamente estão espremidos entre levar os estudos à diante ou sobreviver, devido às imposições de jornadas de trabalho cada vez mais extensas. Precisamos urgentemente resolver no País questões da baixa remuneração, do desemprego e da precarização do trabalho. E a meta é revogar a Reforma Trabalhista", comenta Sofia Manzano.
Nesta esfera, a candidata cita ainda que as mulheres são muito cobradas por dupla ou até tripla jornada, devido a manutenção das famílias e de colocar comida dentro de casa. "Quero investir na construção de restaurantes populares, direcionada para as mulheres. Diferentemente do Programa Bom Prato, de São Paulo, que está estigmatizado em ser da população de rua, esta ação será focada para as chefes de família", acrescenta.
Sofia diz que um outro compromisso do PCB é desmentir propagandas que colocam medo nas pessoas contra o comunismo: "A ideia de criminalizar o comunismo tem origem nas classes mais ricas. É importante destacar que o comunismo, em essência, ainda nunca existiu, de fato. O que tem sido praticado em alguns países são experiências socialistas. É diferente. O Capitalismo gera barbárie e intolerância, enquanto o sistema comunista é a proposta mais generosa para a sociedade, porque se implantado, ninguém passará fome", destaca.