09 de julho de 2026
Geral

Já em epidemia de dengue, Bauru pode ter cenário bem mais grave em breve

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru deve enfrentar, a partir de outubro, um cenário ainda mais alarmante em relação à dengue. Para se ter ideia, a cidade já está inserida no quadro de epidemia da doença e, segundo as projeções das autoridades, pode vivenciar, com a chegada dos meses chuvosos, uma situação semelhante à de 2019, quando houve milhares de casos e 42 mortes.

"Uma bomba perfeita". É assim que Ezequiel Santos, diretor do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) de Bauru, ilustra o contexto atual. Hoje, o município contabiliza 3.370 registros positivos e outros 108 suspeitos, com quatro óbitos.

Esses números, contudo, aumentarão. "Na estiagem, o comum é registrar cerca de um a dois casos de dengue por semana. Porém, estamos tendo entre 15 a 20 casos semanais. Percebemos uma mudança de comportamento do vírus e do Aedes aegypti. Assim, com a chegada dos 'meses de água', a partir de outubro, com mais umidade e calor, podemos ter uma situação parecida com à de 2019".

Santos se refere ao ano da pior epidemia de dengue da história de Bauru, com 26.250 contaminados e 42 óbitos. "Hoje, já vivemos uma epidemia de grau 1. Aquela foi de grau 3", detalha.

Ele conta que o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa) de julho teve resultados melhores que os de abril, entretanto, isso não amenizou as preocupações.

Assim, a Secretaria de Saúde destaca que continua com ações de orientação aos moradores - incluindo em escolas -, eliminação de criadouros do Aedes e nebulização em áreas com muitos registros da doença. "Para setembro ou outubro, estamos preparando um mutirão para retirar objetos de casas na região do Pousada 2, que tem registrado muitos casos. Quando fazemos esses mutirões, notamos uma diminuição das confirmações", reforça Ezequiel Santos.

A pasta também pede a colaboração da população para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como latas, pneus, potes e garrafas, que devem ser levados aos Ecopontos, e ainda verificar sempre vasos, calhas, caixas d'água e ralos, além de manter quintais, calçadas e terrenos limpos.