11 de julho de 2026
Geral

Conselho Nacional do Laicato em Bauru lança uma cartilha sobre reflexão política e orienta como votar

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A sede de Bauru do Conselho Nacional do Laicato do Brasil lançou, nos últimos dias, uma cartilha que foi distribuída às lideranças pastorais na cidade e que tem como objetivo proporcionar a reflexão e educação política aos fiéis. Chancelado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o projeto "Encantar a Política" faz um paralelo entre os conceitos cristãos e a importância do voto em candidatos que se comprometam, de fato, com conceitos como o amor ao próximo, o bem comum e a paz social.

Ao longo de suas 58 páginas, a obra a difunde ensinamentos do papa Francisco, aplicando-os ao contexto atual brasileiro. Os textos abordam ainda o momento polarização e da crise político-econômica e até institucional vivida pelo País, mostrando quais os princípios éticos na escolha de um governo que proponha união nacional. Neste contexto, o papel dos movimentos populares e sociais também é destacado e o livro termina com tópicos sobre como ser um participante mais ativo de todo o processo eleitoral.

"Valorizar candidaturas que representem setores e identidades que estão subrepresentadas nos parlamentos, por exemplo: indígenas, afrodescentes, mulheres, minorias discriminadas, trabalhadores e trabalhadoras, desde que sejam pessoas atuantes em suas lutas emancipatórias em sintonia com um projeto de sociedade de Justiça, Paz e Integridade da Criação", diz o "Encantar a Política" em sua página 55.

A cartilha sugere ainda que os fiéis considerem, na hora do voto, candidatos à reeleição que se comportaram em consonância com temas em que a CNBB se posicionou claramente. "Não se deve votar, por exemplo, em quem apoiou a Emenda Constitucional nº 95/2016, (que estabelece o teto de gastos por 20 anos para políticas públicas) nem em quem votou a favor da reforma trabalhista, da redução da maioridade penal, da reforma da Previdência Social ou contra os povos indígenas, ou favorável à legalização da grilagem ou ao pacote veneno (que autoriza o uso de agrotóxicos proibidos em outros países do mundo), por exemplo", cita a obra, em sua página 54.