10 de julho de 2026
Regional

Homem que tentava procuração para vender lotes de outra pessoa é preso

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - A partir de investigações, policiais civis de Piratininga (13 quilômetros de Bauru) prenderam em flagrante, em um cartório da cidade, um homem de 65 anos que usava documentos falsos para tentar obter procuração irregular e vender lotes pertencentes a outra pessoa. Pelo "trabalho", ele disse que receberia R$ 10 mil. Agora, a Polícia Civil tenta identificar outros integrantes da quadrilha, que, apenas em relação a essa vítima, poderia ter causado prejuízo de cerca de R$ 1 milhão.

Segundo o delegado titular de Piratininga, Dinair José da Silva, responsável pelas investigações, a partir de denúncias sobre a atuação do suspeito, que estaria se passando por um morador da Capital, policiais civis iniciaram monitoramento e descobriram que, recentemente, o homem havia solicitado informações sobre matrículas de lotes dessa vítima numa cidade vizinha.

Nesta quinta-feira (1), as equipes da Delegacia de Piratininga souberam que ele iria até o município para registrar procuração em cartório e tentar comercializar ilegalmente os imóveis do morador da Capital, no total de sete. De acordo com o delegado, o homem foi preso em flagrante. Com ele, foram apreendidos RG falsificado, matrículas de terrenos e R$ 300,00 em dinheiro.

"Ele disse que pessoas teriam ido a Bauru atrás dele, alguns dias atrás, para que ele se passasse por essa pessoa (vítima), e que ganharia R$ 10 mil", conta Silva. O suspeito, com passagens por roubo e estelionato, foi autuado em flagrante pelos crimes de uso de documento falso, estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa e levado à Cadeia Pública de Avaí.

Nesta sexta (2), na audiência de custódia, apesar de considerar a prisão legítima, a Justiça concedeu a ele liberdade provisória para responder pelos crimes em liberdade mediante a imposição de medidas cautelares, como o comparecimento mensal em Juízo, a proibição de se ausentar da Comarca sem prévia autorização judicial e o recolhimento domiciliar no período noturno.

Agora, segundo o delegado, as investigações prosseguem visando à identificação e à responsabilização de outros envolvidos nesse esquema criminoso. "Nós percebemos que, na verdade, há uma quadrilha por trás disso", declara. "Se ele (indiciado) conseguisse êxito, cometeria um duplo crime. Ele daria prejuízo à vítima de São Paulo e daria prejuízo a quem comprasse". O valor dos lotes que seriam vendidos ilegalmente foi estimado por Silva em aproximadamente R$ 1 milhão.