O candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), cumpriu agenda de campanha em Bauru neste sábado (3). Durante discurso na Praça Rui Barbosa, o petista falou sobre suas propostas e afirmou que, caso seja eleito, irá "reindustrializar o Estado". O ex-ministro da Educação esteve na cidade acompanhado da candidata a vice-governadora de São Paulo Lúcia França (PSB), do candidato à vice-presidência do País Geraldo Alckmin (PSB) (leia mais abaixo) e do candidato ao Senado Federal Márcio França (PSB). Ana Estela Haddad, esposa de Fernando, e Maria Lúcia Alckmin, mulher de Geraldo, também estiveram presentes.
A princípio, os candidatos encontrariam apoiadores na Praça Rui Barbosa por volta das 11h30, caminhariam pelo Calçadão e visitariam o Centrinho/HRAC, antes do almoço.
No entanto, houve uma mudança de planos e, após a concentração, os candidatos foram direto ao restaurante. De lá, seguiram até Botucatu para dar continuidade à agenda na região. Antes de Bauru, inclusive, a comitiva esteve em Jaú.
SETOR INDUSTRIAL
Enquanto discursava na Praça Rui Barbosa, Haddad afirmou que pretende reindustrializar o Estado, a fim de recuperar empregos perdidos no setor nos últimos anos. "João Doria e Rodrigo Garcia tiveram a ousadia de aumentar imposto na pandemia. O resultado disso é que perdemos 50% dos empregos industriais aqui da região nos últimos anos, por causa da guerra fiscal. Então, vamos criar, com as universidades públicas no Estado, o Sistema Estadual de Inovação, no modelo da Califórnia (EUA). Vocês vão ver o que é reindustrializar o Estado com tecnologia, conhecimento, ciência e parceria com o poder público".
Para, inclusive, também viabilizar esse processo, Haddad pondera que será necessário "constitucionalizar a autonomia universitária". "Ao invés de o orçamento das universidades ficar vinculado a um único tributo (ICMS), que está sujeito a chuvas e trovoadas como aconteceu agora, com o Bolsonaro passando a mão no dinheiro dos governadores para fazer demagogia, nós vamos fazer uma cesta de tributos para dar uma maior estabilidade e previsibilidade para as nossas universidades. Inclusive, nós vamos reindustrializar o Estado com conhecimento produzido nas universidades estaduais e nas federais que têm sede em São Paulo".
CENTRINHO
Questionado sobre a situação do Centrinho, o candidato afirmou estar familiarizado com a pauta, mas se limitou a dizer apenas que os reitores das universidades de todo o Estado poderão vê-lo como um parceiro.
Ainda sobre educação superior, Haddad ressaltou que pretende, se eleito, implantar ao menos um curso de graduação em todos os municípios paulistas até o término do mandato.
TABELA SUS
Outro tema abordado pelo petista foi a situação da saúde pública no Estado. Ele pontuou que pretende reajustar, com apoio do governo federal, ao menos parte da Tabela SUS, para também garantir a sobrevivência das santas casas. "Com a notícia de que o Bolsonaro vai reduzir em 42% o orçamento da saúde para o ano que vem, vocês podem imaginar o que vai acontecer. Isso tem que ser revertido", critica.
SALÁRIO MÍNIMO
Além desses assuntos, o candidato também reforçou promessas que tem feito na campanha, como a elevação do salário mínimo para R$ 1.580 em janeiro do ano que vem e a isenção total do ICMS sobre a cesta básica e carnes em São Paulo.