10 de julho de 2026
Esportes

Corinthians se reapresenta de olho no Majestoso


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O elenco do Corinthians se reapresentou, na manhã desta terça-feira (6), no CT Dr. Joaquim Grava, depois do empate por 2 a 2 contra o Internacional, no domingo (4). O próximo compromisso será contra o São Paulo, no Morumbi, pela 26ª rodada do Brasileirão.

Os atletas que iniciaram a última partida da equipe realizaram um trabalho regenerativo no campo e na parte interna do CT. Os demais foram ao gramado e iniciaram com o aquecimento.

Em seguida, o técnico Vítor Pereira organizou uma atividade de passes e pressão pós-perda. Houve ainda uma movimentação de posse de bola e um enfrentamento entre equipes em campo reduzido. Nesta quarta (7), novamente pela manhã, o elenco dará sequência na preparação.

No domingo (11), às 16h, o Corinthians vai ao Morumbi para o Majestoso válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time é o terceiro colocado, com 43 pontos, enquanto o Tricolor é o 14º, com 30.

Vítor Pereira tem algumas dúvidas para o clássico, ainda mais que, na semana seguinte, haverá decisão por uma vaga na final da Copa do Brasil contra o Fluminense.

VÍTOR PEREIRA

O técnico Vítor Pereira evitou falar sobre seu futuro no Corinthians. Com vínculo até o final desta temporada, como costuma fazer em todos os seus trabalhos, ele garantiu que o único motivo para que permaneça ou não no clube é sua família, que só conseguiu visitá-lo duas vezes na atual temporada.

"A grande questão é a minha família (permanecer ou não no clube). Tenho que perceber se tenho estabilidade familiar, se minha família está no momento em que consegue suportar mais um ano longe de casa ou não. Não tem nada a ver com as dificuldades do Campeonato Brasileiro, porque problemas tem de todo lado, na China estive três anos e estive longe da minha família muito mais do que estou agora", falou na zona mista após um curso em que foi palestrante, na zona norte de São Paulo.

"A distância é complicado... A família precisa de mim, tenho três filhos, e precisam de mim, estar mais perto, ter mais tempo para desfrutar com eles. Vieram duas vezes (ao Brasil), mas tive muito pouco tempo com eles. Mas isso aconteceu na China, acontece há dez anos que estou fora do meu país. Essa é a fatura que nós pagamos quando optamos por essa profissão", complementou.

Ele também falou sobre a sua experiência pessoal no Brasil e, sincero, disse que é o local onde ele teve mais dificuldade, pessoalmente falando. "Eu já estive em muitos países trabalhando, mas aqui eu não tenho vida, não tenho tempo para viver. Vou uma vez ou outra ao restaurante, natural, porque tenho que comer, mas não tenho tempo para conhecer o Brasil. Viagens e mais viagens, mas é uma experiência fantástica, mas um desafio enorme, por não poder treinar na maior parte do tempo e com equipes variadas (...) Isso nos faz crescer também como treinador", falou.

Por fim, quando questionado sobre a situação de sua sogra, que está doente, ele garantiu ser impossível que ela consiga se mudar para o Brasil e, portanto, sua família também não o fará. "Isso é muito difícil, ela não pode mudar o ambiente dela, tem um problema de saúde. É impossível", finalizou Vítor Pereira.