Rio - O pedetista Ciro Gomes fez uma transmissão ao vivo após a participação de Jair Bolsonaro (PL) em ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, e demonstrou "algum alívio" com as falas do presidente.
Em Ouro Preto (MG), Ciro afirmou que ele e aliados passaram os últimos dez dias "sobressaltados, assustados com um punhado de ameaças da própria boca do Bolsonaro, esse boçal que infelizmente assumiu a Presidência do Brasil. "Tudo isso cria um ambiente em que nós ficamos com medo. Com medo como brasileiros do que iria acontecer nesse 7 de Setembro. Chegamos aqui 6h da manhã, organizei com toda militância do PDT uma nova rede da legalidade", disse. "Nós estávamos prontos para denunciar e mobilizar uma resistência que fosse necessária se algum desatino mais grave, se alguma atitude mais violenta vitimasse nosso povo brasileiro." Ele disse terminar o dia com 'algum alívio' após ouvir as falas de Bolsonaro em Copacabana. "Não aconteceu aquilo que a gente mais temia, que fosse descambar para a violência, que inocentes fossem mortos ou inocentes fossem feridos por essa atitude absolutamente irresponsável que o chefe da nação tem tomado ante a conivência de certos setores militares também." Ciro também voltou a atacar a polarização no país e disse estar "profundamente entristecido com o que estão fazendo no Brasil." "Bolsonaro é produto desse nós contra eles".
LULA NÃO SE EXPÕE
Para evitar comparações e eventuais confrontos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preferiu não se expor a riscos e não participou de nenhuma atividade pública nesta quarta-feira (7), no Bicentenário da Independência.
O petista gravou peças para a propaganda eleitoral e depois acompanhou na própria produtora em São Paulo a repercussão do discurso do presidente Jair Bolsonaro (PL), seu principal adversário na corrida eleitoral, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
No começo da noite, ele voltou para sua casa. Um dos vídeos gravados nesta quarta por Lula aborda o 7 de Setembro.
SIMONE E SORAYA
As candidatas à Presidência Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil) reagiram ao discurso machista do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
"Além de pária internacional devido à falta de segurança e de estabilidade política, agora o país também vira motivo de chacota pelas falas machistas do seu líder, que deveria dar exemplo. O Brasil não merece o governo que tem!", publicou Tebet no Twitter.