28 de março de 2026
Reinaldo Cafeo

Inflação na Zona do Euro: novo recorde


| Tempo de leitura: 3 min

A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da Zona do Euro atingiu nova máxima histórica de 9,1% em agosto, ao acelerar de 8,9% em julho, segunda dados finais divulgados pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. Este resultado pressiona o Banco Central Europeu (BCE) a continuar elevando suas taxas de juros. A meta do BCE é de uma inflação de 2% ao ano.

Zona do Euro?

A Zona do Euro, também conhecida como Zona Euro, é uma região geográfica e econômica que consiste em todos os países da União Europeia que incorporam integralmente o euro como moeda, o que inclui aproximadamente 340 milhões de pessoas. Atualmente, 19 países da União Europeia fazem parte dela: Áustria, Bélgica, Chipre, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Portugal, Eslováquia, Eslovênia e Espanha.

Prévia do PIB veio acima das projeções

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) calculada pelo Banco Central brasileiro, considerado a prévia do PIB, apontou alta de 1,17% em julho, valor acima da expectativa do mercado. Em junho o índice teve alta de 0,93%. Na comparação com julho do ano passado, houve crescimento de 3,87% na série. Este resultado confirma a necessidade de revisão, para cima, do crescimento econômico brasileiro neste ano. As estimativas devem apontar um desempenho no ano fechado acima de 2,5%.

Governo já fez sua revisão

O Ministério da Economia voltou a aumentar seu otimismo para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 e reduziu a estimativa de inflação no ano. De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE), a estimativa para expansão da atividade em 2022 passou de 2% para 2,70%. No caso da inflação a projeção recuou de 7,20% para 6,30% para este ano.

Os limites da capacidade de produção do Brasil

A retomada econômica brasileira, fez com que o país ficasse próximo do limite de sua capacidade de produção. A questão central é se o país não estaria crescendo mais do que pode, o que geraria desequilíbrios no mercado, elevando a inflação, por exemplo. As questões centrais são: como estão os estoques de insumos? Os estoques de capital? Os estoques de mão de obra? As empresas teriam fôlego para aumentar o volume produzido? Há mão de obra qualificada disponível? O setor de serviços, por exemplo, vem dando respostas cada vez mais robusta. Vamos colocar que esse é "bom" problema, mas é preciso incentivar o investimento produtivo para evitarmos os gargalos. A isso denominamos sustentar o crescimento econômico.

Super quarta

Na próxima quarta (21) teremos o que o mercado denomina de "super quarta". É que ocorrerão decisões sobre os juros tanto no Brasil como nos EUA. Por aqui o Banco Central através do Comitê de Política Monetária decidirá se os juros serão mantidos em 13,75% ao ano ou haverá nova alta. Nos EUA, o Fed (Federal Reserve - Banco Central) através do Federal Open Market Committee, em português: Comitê Federal de Mercado Aberto decidirá se elevará os juros por lá. Especula-se que pode ser entre 0,5 e 1,0 ponto percentual, com maior possibilidade para 0,75 ponto percentual.

Inflação é o pano de fundo

Aqui no Brasil ainda existe preocupação com a inflação, mas em menor escala do que nos EUA. O IPCA, inflação oficial do Brasil, vem apresentando deflação (redução geral dos preços) e tudo aponta para que a alta de preços tenha chegado em seu limite. O Brasil vem agindo fortemente no controle inflacionário e utilizou em sua plenitude as políticas monetária e fiscal para que a inflação recuasse. Já nos Estados Unidos os preços continuam altos. A inflação em 12 meses está em 8,3%, patamar muito elevado para os padrões americanos. Em resumo: no Brasil a taxa de juros deve ser mantida e se subir seria no máximo 0,25 ponto percentual, enquanto nos EUA a alta deve ser de 0,75 ponto percentual.

Mude já, mude para melhor!

Não acredite em políticos que indicam soluções fáceis para problemas complexos. Temos no nosso voto, a decisão do futuro do país. Vote pelo coletivo e consciente. Mude já, mude para melhor!