09 de julho de 2026
Articulistas

A dança em Bauru

Sivaldo Camargo e Cláudia Leonor Guedes de Azevedo Oliveira
| Tempo de leitura: 2 min

A dança em Bauru tem uma história de muitas conquistas. Uma cidade que fica no coração do Estado de São Paulo e que foi privilegiada ao se tornar um entroncamento ferroviário a partir de três linhas: a Sorocabana, a Companhia Paulista e a Noroeste do Brasil. Desta confluência dos caminhos de ferro, além do progresso, também vieram profissionais de várias partes do país. Logo a cidade tornou-se referência no Centro paulista e acabou atraindo também muitos artistas, entre eles profissionais da dança: grandes Maestras que por décadas foram as responsáveis pela formação de bailarinas e bailarinos que junto aos espetáculos de final de ano, tomaram a cena bauruense.

Em setembro de 2012, a Companhia Estável de Dança de Bauru iniciou suas atividades. Um projeto da Prefeitura Municipal alicerçado em quatro importantes vertentes: a criação de espetáculos de qualidade (apresentados sempre de forma gratuita), a formação técnica de bailarinos (auxiliando na sua profissionalização), a realização de projetos sociais e educativos e a contribuição para a preservação da história da dança na cidade de Bauru (por meio da valorização de trabalhos realizados anteriormente, seja por homenagens, seja por remontagens de coreografias emblemáticas).

Diversas bailarinas e bailarinos já fizeram parte da nossa Companhia e hoje seguem carreira profissional, sendo alguns em nível internacional. A cada ano os passos da Companhia Estável de Dança foram registrados por talentosos fotógrafos, entre eles Luciana Franzolin e Loriza Lacerda. Também muitos foram os coreógrafos que colaboraram com montagens de refinada técnica e interpretação, entre eles Arilton Assunção, Luis Augusto Ribeiro, Sérgio Bruno e Eduardo Bonnis; importante registrar a remontagem da coreografia premiada de Yola Guimarães, "Sertaneja".

Ao longo desses dez anos, o grupo amealhou um eclético repertório com destaques para "V de Vivaldi", "Tangos", "Frida", "Vejo Cores e Gestos", "Morte e Vida Severina" e, por último, mas não menos importante (da famosa frase em inglês: the last, but not the least), "Mais que 5 valsas para 10", coreografia de Ana Bottosso - ex-aluna de Lucila Teixeira Mendes e atual diretora da Companhia de danças de Diadema - que marca o aniversário dos dez anos da nossa companhia.

Neste ano de 2022, o mesmo em que se comemora os 100 anos de Modernismo no Brasil e os 200 anos da Independência, a Companhia Estável de Dança de Bauru completa a sua primeira década de existência com a certeza de que ao longo de todo esse período cumpriu a sua missão: oferecer ao público bauruense espetáculos de altíssimo nível, sempre apresentados com qualidade e elevado nível técnico por parte de seus integrantes. Por todos esses motivos, é hora de celebrar: "Vida longa à Companhia Estável de Dança de Bauru!".

Os autores, Sivaldo é diretor da Cia Estável de Dança e Cláudia é historiadora e pesquisadora da história da dança.